Antevisão — E3 Saxo Classic ME
Welcome beke, Mathieu. Não estás sozinho, os teus amigos é que só não vieram hoje.
Introdução
Estamos de volta. Não quisemos ser Tadej ou Wout e achámos por bem não deixar Mathieu sozinho naquele que se avizinha ser um chamado "beke 2 beke 2 beke" para o neerlandês. Na edição passada, Van der Poel descarregou Mads Pedersen no Oude Kwaremont já dentro dos quarenta quilómetros finais. No entanto, para o bem do telespectador que gosta de emoção até ao fim, espera-se que o mesmo não se repita este ano, pelo menos na primeira passagem, a cerca de oitenta e cinco quilómetros para o final. Eu não sou esse telespectador. Mathieu vem beliscado de San Remo e Mads ainda está a olear a forma em competição, depois da estreia em Itália. Veremos o que nos traz este novo percurso.

O percurso
Este ano, a organização decidiu trazer mais emoção àquela que se aplida de "Mini Tour de Flandres" e apresentou algumas novidades: uma segunda passagem pelo Oude Kwaremont por uma entrada diferente da habitual e o regresso da E3 Col, que será também ela trepada duas vezes.

A E3 Col (1.5km @ 5.4%), outrora com o nome fácil de decorar de Karnemelkbeekstraat, aparece pouco depois dos primeiros cem quilómetros de prova, antes da primeira passagem pelo Oude Kwaremont.

Já a primeira passagem pelo Oude Kwaremont (2.5km @ 3.1%) em vez da habitual entrada pelo Paterberg — que se mantém na segunda ascensão — será feita por Keuzelingstraat, uma zona não empedrada que a organização diz estar a ser utilizada pela primeira vez numa corrida deste nível.

O que esperar
Por mais que Mathieu van der Poel ainda se esteja a resentir da queda em San Remo e por mais que a organização tenha trazido mais metros de acumulado, a meu ver, não há nada que impeça o neerlandês de se sagrar tri-campeão da prova.
As ausências de Tadej Pogačar e de Wout van Aert deixam o caminho livre para Van der Poel, que este ano conta também com o apoio do compatriota Tibor Del Grosso para voltar a tentar descarregar Mads Pedersen e o restante pelotão.
A UAE e a Visma voltam a tentar com as mesmas armas da Omloop: Florian Vermeersch e Cristophe Laporte. Na minha opinião, não será sufuciente para combater o Alien. E depois temos equipas como a Red Bull ou a Soudal a apresentar caras bem conhecidas por estas estradas: o ex-colega de equipa de Mathieu van der Poel, Gianni Vermeersch (RB) e Jasper Stuyven (Soudal) que, nos dois últimos anos, terminou sempre dentro do top-5.
Favoritos
Mathieu van der Poel — Único favorito a vencer.
Mads Pedersen — Favorito, sim, no caso Van der Poel efetivamente não esteja bem depois da queda do fim-de-semana passado.
A não perder de vista
Jasper Stuyven — Muito experiente nestas provas Flandrianas. 2.º (2024) e 5.º (2025) são os dois últimos resultados do belga aqui. Agora está numa equipa em que pode ser a prioridade, uma vez que já não tem de tomar conta de Mads Pedersen.
Romain Grégoire — Coloco-o aqui porque este ano a prova é mais dura e tem mais altimetria. No entanto, o francês ainda não me parece ter o kick que se precisa para vencer entre os graúdos.
Florian Vermeersch — Num dia bom pode ser altamente competitivo e um osso duro de roer para os adversários.
Apostas falso plano
André Dias — Tibor del Grosso. Bronca maior que Diogo & Ariana.
Fábio Babau — Mathieu van der Poel, com um ataque a mais de oitenta quilómetros.
Henrique Augusto — Em semana de bigodes, só pode ganhar Morgado.
O Primož do Roglič — Mathieu van Tri Poel.
Miguel Branco — Jonas Abrahamsen. Há Isaac del Toro e há o Tøuro de Skien.
Miguel Pratas — Jasper Stuyven.
Nuno Gomes — Florian, what else?!
Nuno Silva — Van der Poel com dói-dói na mão.
Rogério Almeida — MvdP perdeu Sanremo, até merece ganhar esta.
Vítor Ferreira — Porra Eva der Poel, vai ser feliz.