Antevisão — In Flanders Fields - From Middelkerke to Wevelgem
Novo nome, novo local de partida. O mesmo objetivo, chegar a Wevelgem.
Introdução
Antes Gent-Wevelgem, agora In Flanders Fields, entra numa nova era com a mudança de nome e de local de partida.
Apesar das mudanças o intuito é o mesmo. Segue a preparação para o segundo Monumento do ano, mas este ano com maiores incertezas. Depois de uma Milano-Sanremo que mostrou que afinal Mathieu van der Poel também é humano, na E3 Saxo Classic o neerlandês também mostrou que afinal pode não ser imbatível. Basta se calhar mais audácia de quem lhe fizer frente.
Com o já três vezes vencedor desta corrida, Mads Pedersen, à procura da melhor forma e van der Poel em busca da primeira vitória nesta prova as cartas parecem lançadas e com vários jokers, alguns deles sprinters, a poderem surpreender. Mas com um ciclista em particular, Wout van Aert. Muito curioso para ver o que é capaz de fazer depois do pódio em Sanremo.
Ponham a jola no frio, abanquem no sofá, porque desta vez pode não dar vitória a solo.

O percurso
Depois de longos anos com a partida a ser da cidade de Ypres a organização decidiu mudar e os ciclistas este ano sairão de Middelkerke, uma cidade bem junta ao Mar do Norte.
Mas a diferença é só mesmo essa, o objetivo é o mesmo. Chegarem a Wewelgem passando pelos vários setores de pavé. São no total nove subidas, onde destaco o Kemmelberg, em que ambas as passagens seja Ossuaire ou Belvedere rondam os dez por cento de inclinação.
O final apesar de praticamente plano é muito técnico e esta zona da Flandres é conhecida por ter sempre um convidado habitual, o vento.

O que esperar
Em anos transatos, o mais fácil de prever seria uma vitória a solo da van der Poel ou até dizer que o rei desta prova, Mads Pedersen se iria impor. Mas este ano Van der Poel decidiu que afinal também é humano, ainda assim nas clássicas da Flandres a única que lhe falta é mesmo esta, portanto uma coisa acho que é certa. Ele vai atacar. Depois quem segue ou não com ele, é a grande questão.
Com o neerlandês a não estar numa super forma e Mads Pedersen também à procura do seu pico, Wout van Aert com o seu pódio em Sanremo parece ganhar uma força extra nas clássicas que se avizinham. Ou seja, se existe uma boa altura para bater, novamente, o seu grande rival será esta.
Ainda assim, não nos esqueçamos de um ponto importante. Esta corrida não é assim tão dura e os sprinters aqui presentes são dos melhores do ciclismo atual. Jasper Philipsen, Jonathan Milan, Tobias Lund Andresen (super forma), Paul Magnier, Jordi Meeus, Matthew Brennan, entre outros. Quero eu dizer com isto que nesta corrida a vitória de um puro classicómano nunca é um dado adquirido, vai depender sempre muito das circunstâncias de corrida e da união entre o grupo que possa ganhar alguma distância.

Favoritos
Mathieu van der Poel — Afinal é humano ou não é? Veremos em breve.
Wout van Aert — Se há momento para reavivar a rivalidade sinto que é agora.
A não perder de vista
Mads Pedersen — Está a procura da melhor forma e com ele pode aparecer em qualquer altura.
Florian Vermeersch — Quando arranca parece um comboio. Mete o ritmo e lá vai ele.
Red Bull - Bora — Que equipa de clássicas. Desde Meeus até Gianni, passando pelos manos Van Dijke, é só escolher.
Tobias Lund Andresen — Está numa super forma. Já nem tenho palavras para descrever o início de época dele.
Matteo Trentin — É como o vinho do Porto. Aos trinta e seis anos parece mais fiável que nunca.
Filippo Ganna — Depois da desilusão em Sanremo com o trigésimo terceiro lugar, acredito que o veremos a aquecer motores para o segundo Monumento do ano.
Apostas falso plano
O Primož do Roglič — Três nomes. Wout van Aert.
Miguel Branco — Rex Busca in the fields.
Miguel Pratas — Top Ganna in the fields.
Nuno Gomes — Rockets (qualquer um). Porque as World Tour merecem.
Nuno Silva — Um fresco de Van Arte.
Rogério Almeida — Jasper Disaster in the fields.
Vítor Ferreira — Vai Max Kanter, mostra ao Rex como é que se faz.