Antevisão — Strade Bianche
Pode não ser Pogačar? Agradecido.
Introdução
Após o início oficial das clássicas no fim-de-semana passado com a Omloop, vamos agora para uma das clássicas mais bonitas do calendário e também das mais jovens. Vai para a estrada a 20.ª edição de puro espetáculo, 19 edições de grandes batalhas, 19 edições de ver grandes campeões vencer — ok, nem todos eram grandes campeões, mas vocês percebem — e tivemos o Peter Sagan, que merecia vencer e não conseguiu.
Temos como os mais vencedores Tadej Pogačar e Fabian Cancellara, ambos com 3 vitórias. Será que este ano Pogačar vai conseguir a 4ª vitória? Ok não precisam de responder. Adoro ver Pogačar correr, adoro vê-lo ganhar, mas também sabe bem vê-lo perder e ser mais um "mortal" em prova.
A última chegada à Piazza del Campo foi de um grande espetáculo. Uma vitória arrancada ao sprint, e venceu quem já conhecia aquele final e quem já ali tinha vencido.
Wva o utimo vencedor em Piazza del Campo
Sim Wout foi o último vencedor naquele local, não interessa se foi no Giro, interessa como venceu. Podemos sonhar com o mesmo na Strade?
O percurso
Cada vez o ciclismo está mais profissional e nós, falso plano tentamos evoluir nesse sentido. Ontem tivemos como enviado especial o André Dias para o Trofeo Laigueglia, mas há uns meses pedimos a outro membro falso plano para fazer o reconhecimento da Strade Bianche, e posso dizer que foi muito produtivo. Conseguimos recolher as informações necessárias e detalhadas sobre o percurso.

O percurso sofreu algumas alterações, talvez para não ser tão duro. Mas as principais alterações são feitas nas primeira parte da prova. Com 203 km menos cerca de 10 km que no ano passado, a prova vê o seu primeiro setor de sterrato passar de 4,4 km para 2,4 km, e ainda na primeira metade da prova os setores La Piana (6.4 km) e Serravalle (9.3 km) foram removidos da prova. Apesar desta redução a organização manteve os últimos 80 km de prova quase iguais, acrescentou dois setores ( Strada del Castagno (0,7 km) e Montechiaro (3,3 km) ) no circuito de duas voltas antes do final em Siena.

O que esperar
O que espero é muito diferente do que desejo, mas espero que a UAE endureça a prova desde muito cedo, com vista a fracionar o grupo e Pogačar possa arrancar quando lhe apetecer. Onde irá isso acontecer? Só ele irá saber quando lhe apetece.
Favoritos
Tadej Pogačar — Primeira prova do ano para Pogačar, não sabemos como está a sua forma, mas sabemos que deve estar ali entre os 99% e os 99,5%.
A não perder de vista
Wout van Aert — Das quatro vezes que participou na Strade, nunca fez pior que o 4.º lugar, mas também não participa desde 2021. Dos quatro lugares da frente ele nunca fez 2.º, com Pogačar em prova pode ser o ano de WvA fazer 2.º.
Thomas Pidcock — Em 2021 acabou na frente de Pogačar, em 2023 ganhou a prova com Van der Poel presente. No ano passado esperou por Pogačar e acabou fazendo 2.º ( eu sei fazia 2.º mesmo que não esperasse). Não está em má forma, já venceu esta época, vai estar na luta pelo pódio.
Ben Healy — Este é o tipo de prova ideal para ele, um caos total, tal como a maneira dele correr, sempre atacar.
Paul Seixas & Tibor Del Grosso & Emiel Verstrynge — Estou a sonhar eu sei, mas não podemos perder estes três de vista.
Apostas falso plano
Fábio Babau — Paul Seixas. (Drop the mic.)
Henrique Augusto — PIIIIIIIIIIIIIID.
O Primož do Roglič — Era um siena de Tadej, agora são seixas de Paul.
Miguel Branco — Isaac del Toro. A revolta mexicana começa aqui.
Miguel Pratas — Gravel Pogačar.
Nuno Gomes — Capitão América, salva-nos do monstro Poga. Quinn Simmons
Nuno Silva — Vou ser aborrecido: Tadej Pogačar
Rogério Almeida — Estrada branca, lua branca, noite alta, tua falta MvdP
Vítor Ferreira — UAE faz 1°, 2° e 3°