Cycling Fantasy — Deutschland Tour

A Deutschland Tour é uma bela salgalhada.

Cycling Fantasy — Deutschland Tour
Cycling Fantasy

Análise ao percurso

Já não bastava ser uma prova com nomes de terras que parecem inventados para testar a pronúncia, os organizadores decidiram que a edição deste ano também nos ia moer a cabeça na hora de fazer a team para a fantasy.

Há um prólogo curto para os especialistas do relógio (ou não…), uma primeira etapa com 216 quilómetros e três mil metros de acumulado, um dia claramente feito para os sprinters, uma etapa de montanha e, para terminar, outra jornada para classicomanos que ainda pode baralhar as contas. Ou seja, um caos.

Estratégia perfeita? É fazer uma shortlist de 15/20 ciclistas que cubram vários cenários, fechar os olhos, escolher nove e esperar ter sorte pelo caminho. Porque se tiverem de tomar decisões, meus amigos, vai ser quase tão fácil como pronunciar Schwäbisch Hall à primeira.

Shortlist falso plano

1200:

  • Isaac Del Toro — Voltou a competir em Hamburgo sem se perceber muito bem o que foi lá fazer. Agora é cabeça de cartaz deste Deutschland Tour, mas o meu hot take é que não será ele o vencedor.

1000:

  • Paul Magnier — Acaba de ganhar a Cyclassics em Hamburgo. Com a concorrência toda na Bélgica, a etapa 3 é dele. Depois será uma guerra de todos os puncheurs/trepadores contra Magnier.

800:

  • Giuliano Pellizzari — Só veio complicar as contas que já tinham sido feitas. Tem um futuro brilhante, mas parece-me que este percurso que não lhe oferece propriamente um menu de degustação. Ainda assim, gastar 800 é melhor que 1200.
  • Giulio Ciccone — Brilhou em Burgos e aqui tem um percurso praticamente desenhado para ele: prologo curto e terreno acidentado para castigar a concorrência. Mão cheia de pontos.
  • Mathias Vacek — Mostrou na primeira metade da temporada que é muito mais que um especialista em cronos. Está uma fera nos terrenos punchy e, por isso, é um super plano B da Lidl-Trek.

400:

  • António Morgado — Morgadão, sei que estás a ler isto: ter Del Toro como gregário vai ser um luxo. Fica a dica!
  • Tibor Del Grosso — Muito pouco entusiasmante esta época do príncipe do ciclocrosse mundial. Tem na Alemanha uma mão cheia de etapas em que pode brilhar e provar aos céticos que não é um MvdP da Temu.
  • Louis Barré — Acaba de ganhar uma etapa na Volta à Polónia, a primeira vitória profissional. Agora aparece numa prova onde a sua capacidade de subir e atacar pode valer muito mais do que um simples triunfo de etapa.
  • Edoardo Zambanini — Está entre os homens que podem beneficiar da etapa de Bad Dürkheim. Não tem o nome dos favoritos, mas tem aquele perfil que lhe permite fazer top-10 em série.

200:

  • Bart Lemmen — Tal como na Polónia, o homem do exército neerlandês assumirá a co-liderança da Visma juntamente com Barré. Venceu uma etapa e vai em busca de mais.
  • Dylan Teuns — Já não é o Teuns que aterrorizava muros belgas, mas ficou-me na retina a forma como passou os 9% do Waseberg no passado fim-de-semana.
  • Natnael Tesfatsion — Quando penso neste rapaz penso em finais de etapa com este desenho: uma colina curta a uns 10km da meta, descida, sprint reduzido. Vão lá ver quantos finais destes o eritreu vai ter para se deliciar...
  • Tim Torn Teutenberg — Provavelmente o segundo melhor sprinter em prova. Lançado por Walscheid vai tentar fazer um Rui Oliveira: primeira vitória no World Tour ser conseguida em casa.
  • Phil Bauhaus — Com campeonato do mundo de sprint concentrado no Renewi Tour, Bauhaus respira de alívio na sua Alemanha.
  • Maximilian Schachmann — É um dos meus ciclistas protegidos, apesar dos resultados dos últimos tempos estarem empenhados em estragar a relação. Com prólogo a abrir e várias etapas com subidas curtas, vou dar mais uma hipótese à relação.
  • Danny van Poppel — O prólogo curto pode ser o cenário que precisa para reanimar uma época moribunda. Se ganha, veste amarelo e, durante uma noite, fingimos todos que 2026 não aconteceu.
  • Clément Venturini — Os Rockets não passam despercebidos em nenhuma prova. Este é dos nomes que devem guardar porque o velhote está aí para a curvas.
  • Max Walscheid — Tenho o feeling que vai vencer o prólogo e ficar com primeira liderança da geral. Depois até pode ir embora que só isso já compensou tê-lo levado.
  • Henri Uhlig — Joga em casa, tem velocidade e suporta bem as subidas, como se viu domingo na durinha ADAC Cyclassics onde terminou em 5.º. Com ele e Tibor, a Alpecin vai procurar encher o mealheiro.
  • Georg Zimmermann — Está em casa e tem o perfil perfeito para atacar as etapas que vão decidir a geral. Vai ganhar? Claro que não, mas por 200 não lhe peço tanto.
  • Jenthe Biermans — A última imagem é a que fica, e neste caso não impressiona. Mas veste o dorsal 1 e tem aqui algumas oportunidades bem ao seu estilo: etapas partidas, algum caos e sprint com grupos reduzidos.
  • Florian Stork — Boa ponta final e capacidade superar percursos duros. Foi desta forma que quase venceu no segundo dia do Giro de Itália. Pode ser uma boa cartada da Tudor.
  • Tobias Müller — Anda a fazer pela vida com vários top-10 em clássicas. É o chamado joker de luxo.

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