Cycling Fantasy — European Continental Championships WE - RR
Não é preciso dar muitas Vollerings a esta startlist para fazer uma boa equipa.
Análise ao percurso: Tudo se resume à subida de Mozjanca, a subida mais famosa do mundo a partir de sexta feira. São 2.1 quilómetros a uma média de 10.4% (com zonas acima dos 11.6%) conforme podemos observar no gráfico que detalha a subida.
Ao contrário da prova de sub-23, onde a colina será ultrapassada quatro vezes, nas seniores tiveram a ideia de serem mais brandos e colocaram esta subida a ser ultrapassada apenas duas vezes. Logo após a subida temos ainda cerca de 3 quilómetros até à descida com uma colina de 300 metros a 6% e 700 metros a 4.2%, que deixa as ciclistas a cerca de 11 quilómetros para a meta.
Os primeiros 3 quilómetros da descida são técnicos, o restante é mais acessível — até o Zakarin passava com tranquilidade. Por isso as características da vencedora serão: boa trepadora explosiva nas subidas; boa descedora; e capaz de sprintar bem num grupo reduzido, embora também possa ganhar a solo.
Demi Vollering parte como a principal favorito mas Elisa Longo Borghini, Kasia Niewiadoma e Marlen Reusser, tal como no mundial, prometem dar-lhe luta. Paula Blasi também estará presente e é um nome a ter em conta sempre mesmo que ainda haja algumas dúvidas quanto à sua condição.
Os Países Baixos levam curiosamente Lorena Wiebes, que promete tentar baralhar as contas da compatriota, no entanto as subidas parecem-me demasiado para Wiebes, ainda assim poderá ser suficiente para não termos uma seleção neerlandesa 100% unida como nos mundiais. Assim as possibilidades das restantes ciclistas aumentam.
Prevejo uma vitória de Demi Vollering isolada ou num pequeno grupo com Borghini e/ou Niewiadoma.


Shortlist falso plano
1200:
- Demi Vollering — Venceu os mundiais de forma categórica e tem condições para repetir a dose nos europeus, tal como um certo esloveno que está lesionado (mas que já anda por aqui) fez a época passada
- Katarzyna Niewiadoma — Ganhar será muito díficil mas fazer segundo com Vollering em competição parece quase garantido, basta verificarem o histórico.
- Elisa Longo Borghini — Perfil perfeito para ela, mostrou-se muito agressiva nos mundiais e podemos esperar mais do mesmo aqui. É também uma exímia descedora,pelo que este percurso a favorece.
- Marlen Reusser — Na teoria fará pior que as duas que mencionei anteriormente no entanto se lhe deram um espaço ela aumenta-o com facilidade. É uma opção para quem gosta de arriscar.
- Lorena Wiebes — Estava eu a falar em arriscar, pois bem Lorena Wiebes terá dificuldades na subida, mas quantas vezes não vimos as principais favoritas a se entre-olharem e Wiebes a ir de cadeirinha nas inclinações? Não acredito que venha a acontecer aqui porém situações mais estranhas já ocorreram.
1000:
- Paula Blasi — Doença e queda no Canadá deixam-me alguma duvidas em Blasi no entanto seria um crime não a colocar nesta lista.
- Cedrine Kerbaol — Grande crono, péssima prova de estrada, talvez tenha também ficado doente. Percurso bom para as suas características nomeadamente porque é uma descida que a convida a mandar-se.
800:
- Puck Pieterse — Trabalho incrível para Vollering e ainda conseguiu terminar na 6.ª posição. Será que aqui Demi vai recompensar Puck pelo seu trabalho? Não, ela não é o Pogi mas dependedo de alguma circunstância de corrida pode facilitar, tal como Del Toro facilitou McNulty.
- Franziska Koch – 10.ª nos mundiais, foi por muito pouco que não acompanhou o grupo das favoritas no momento decisivo. Percurso natural para fechar entre as primeiras novamente.
- Dominika Wlodarczyk – A Polónia poderá tentar outras maneiras de tirar o título à Vollering de longe e isso vai partir de Wlodarczyk.
- Maeva Squiban – Por norma é ela quem abre as hostilidades na equipa francesa, fez isso no mundial e aqui não será diferente.
600:
- Eleonora Gasparrini – A colina é no limite para ela, provavelmente irá ficar descolada mas é daquelas corredoras que poderá beneficiar de uma falta de entendimento entre as melhores trepadoras.
400:
- Silvia Persico – Vai depender muito da estratégia italiana, será gregária mas poderá beneficiar de uma circunstância estranha qualquer de corrida que já vimos acontecer tantas vezes, desce muito bem.
200:
- Steffi Haberlin — Provávelmente será das últimas senão mesmo a última prova em que está a 200. Aproveitem.
- Cecilie Ludwig — Uma queda impediu-a de tentar estar com as melhores no Canadá, continua a ser uma boa carta.
- Lotte Claes — Igualmente afetada pela queda no Canadá, boa opção para top-20.
- Blanka Vas — Época estranha, pouco ou nada correu e quando competiu quase pareceu que não o tinha feito, por isso está a este preço. Mas sabemos que tem muita qualidade e a pausa que fez pode lhe ter dado um novo ânimo.
- Katharina Sadnik — Tem razões para estar Sadnik com os mundiais pois, advinhem lá, ficou afetada pela grande queda que houve. Habituada a ser gregária acho que tem capacidade para mais e aqui tem liberdade.
- Emilie Moirier — A forma recente é interessante, tem alguma qualidade e a França não tem favoritas que a obriguem a trabalhar, como tal poderá figurar entre as 20 primeiras.
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