Cycling Fantasy — In Flanders Fields - From Middelkerke to Wevelgem

Entre vento, abanicos e Kemmelberg, isto vira seleção natural. Sprinters? Só os que sobrevivem.

Cycling Fantasy — In Flanders Fields - From Middelkerke to Wevelgem
Cycling Fantasy

Análise ao percurso: ver Antevisão — In Flanders Fields - From Middelkerke to Wevelgem.

Chamem-lhe “In Flanders Fields – From Middelkerke to Wevelgem”, chamem-lhe o que quiserem — isto vai ser sempre Gent-Wevelgem. Nome novo, marketing bonito… pancada igual. Entre vento, abanicos e Kemmelberg, isto vira seleção natural. Sprinters? Só os que sobrevivem.

No fantasy, é a dúvida clássica: confiar que “desta vez passam” ou apostar nos resistentes que limpam um grupo reduzido? Se esperam encontrar aqui as respostas, podem já seguir para o próximo artigo.

Shortlist falso plano

1200:

  • Jonathan Milan – Muitos dirão que a saída de Pedersen da startlist reforça a liderança do italiano nos campos da Flandres. Eu digo que lhe matou as esperanças de estar na discussão da vitória. Ainda assim pode estar no sprint para discutir lugar top-10. 

1000:

  • Jasper Philipsen – Cada vez mais um classicomano. Cada vez menos um sprinter puro. Suspeito que na divisão de papéis dentro da Alpecin tem escrito que Wevelgem é para o Jasper.
  • Mathieu van der Poel – Há uma semana diria que podia ganhar isto de mil maneiras diferentes: sozinho, em grupo ou a brincar. Mas os sinais foram dados e a concorrência não oferece almoços grátis como na E3.
  • Wout van Aert – Por falar em sinais, Wout deixa-me com água na boca. Aquela recuperação em Sanremo entusiasma, só que com van Aert o problema é sempre “como é que perde isto?”. Na loucura, é o meu favorito!
  • Biniam Girmay – Ao vencer em 2022 garantiu aquele que terá sido um dos momentos mais icónicos do ciclismo dos últimos anos. Só que ao contrário de Philipsen é cada vez mais sprinter e menos classicomano resistente à dureza belga.

800:

  • Arnaud De Lie – É so fazer copy-paste. Um grande nome e uma grande incógnita. Adora finais com sprints reduzidos, mas também já mostrou que quando menos se espera dá ghost sem avisar.
  • Paul Magnier – O hype train continua forte, mas eu desconfio. Tem talento para dar e vender, mas Gent-Wevelgem não é bem uma corrida para aprender é para sobreviver.
  • Tobias Lund Andresen – Está uma máquina. Podem colocar um sprint depois do Mont Ventoux que nesta forma ele vai lá estar na discussão. O Kemmelberg é um aperitivo para o dinamarquês.

600:

  • Jordi Meeus – Esta Redbull é uma loucura para se interpretar. Na opção sprint mais alargado, Jordi Meeus já demonstrou este ano que tem as ferramentas necessárias para disputar a vitória.
  • Filippo Ganna – A este preço Ganna é sempre apetecível. Tem estado aquém das expectativas, mas o objetivo maior do italiano é Roubaix que está ali ao virar da esquina.
  • Matthew Brennan – Alguém sabe algo que eu não sei? Como é que vamos gerir um wonderkid que se senta na mesma mesa de Wout e MvdP ao poder vencer isto de todas as formas e feitios, mas que tem saído de startlist em startlist há quase um mês?
  • Jonas Abrahamsen – O título de chupa-rodas pode mudar de dono. Confirmou esta semana que tem um motor brutal, mas alguém que diga a este rapaz que isto não é uma pedalada domingueira entre amigos. Alguém tem de puxar. Se o fizer pode meter lume nos campos da Flandres.

400:

Laurence Pithie – Uma das minhas maiores deceções na E3, mas dias maus todos têm. É menino para sobreviver ao Kemmelberg e a par de Tim van Dijke fazerem estragos.

Christophe Laporte – Foi neste palco que Laporte e Wout destruíram um pelotão inteiro e a noção do que é alta competição. Wout deu a vitória ao francês e o karma entrou em ação. Dois anos de calvário foi a pena dos deuses do ciclismo. Está paga e amanhã voltam a partilhar o top-10.

Jasper Stuyven – Um clássico das clássicas. Nunca parece o mais forte… até estar no grupo certo no momento certo.

Ben Turner – Vi-o a voar no caos de Bruges e esperava uma boa E3. Saiu um DNF! Um bluff, diria.

Luke Lamperti – Ler texto Ben Turner.

Max Kanter – Rápido e em boa forma, sim. Aqui terá de sobreviver e ver no que dá.

Matteo Trentin – É aquele tio experiente que já viu e viveu tudo e ainda consegue dar lições aos miúdos. Às vezes resulta, outras vezes fica pela história bonita.

Lukas Kubis – Os Rockets são animação na estrada e nas redes sociais. E é isso que espero do eslovaco. Recentemente não sobreviveu a uma Cipressa em full gas, mas aqui está nas suas sete quintas.

Anthony Turgis – Mais uma dor de cabeça entre tantas opções de 400. Não ficava surpreso de um ver ali entre 10.º e o 15.º lugar.

200:

  • Tim van Dijke – Potência bruta e muita vontade de partir a corrida. Está a andar muito e a aprender a gerir a sua impetuosidade. Vai ser protagonista amanhã e vai ter uns 80% das escolhas da app.
  • Florian Vermeersch – Quem vai seguindo as minhas antevisões sabe que é um dos meus preferidos. Esta semana voltou a demonstrar porquê, até que a um quilómetro do final se ter envolvido numa das situações mais ridículas do ciclismo dos últimos 20 anos. Já desabafei. Amanhã faz top-10.
  • Thibaud Gruel – Agressivo, gosta de baralhar corridas. Às vezes até a mim me deixa baralhado. Vamos precisar de opções low-cost e este é um dos que podem estar num mix interessante.
  • Laurenz Rex – Regressa Magnier e o foco sai um pouco de um Rex que tem farejado bons resultados pela Soudal.

Play Store: Cycling Fantasy
App Store: Cycling Fantasy