Cycling Fantasy — Gran Piemonte

Tudo vale a pena, se o fino não é pequeno.

Cycling Fantasy — Gran Piemonte

Análise ao percurso: O pelotão continua a sua viagem pelo outono italiano e, dois dias antes de Il Lombardia, chega ao Gran Piemonte, uma das clássicas mais antigas do calendário. A 110.ª edição disputa-se esta quinta feira, com 185 quilómetros entre Asti e Bra, num percurso que volta a fazer jus à principal característica desta prova: nunca se sabe muito bem que tipo de corredor vai acabar por ter a corrida que deseja.

Asti - Bra (185km)

Os primeiros quilómetros desde Asti já dão uma boa indicação do que espera os corredores. O terreno entra rapidamente numa zona muito irregular, com estradas de colina por vezes estreitas e poucas oportunidades para o pelotão entrar verdadeiramente em modo de cruzeiro. A organização contabiliza cerca de dez subidas ao longo do dia.
Na primeira metade destacam-se três dificuldades. Manera, com aproximadamente 4,8 km a 6,2%, é provavelmente a mais consistente. Seguem-se Tre Cunei, cerca de 8 km a 3,9%, e Roddino, com aproximadamente 5,5 km a 5%. Depois de Dogliani existe uma fase ligeiramente menos exigente, embora nunca propriamente plana, antes de a corrida chegar à zona que deverá decidir o Gran Piemonte. A primeira passagem por La Morra marca a entrada no circuito final de 34,7 km. A subida ronda os 7,1 km a 3,8%, com sectores mais inclinados, e será ultrapassada duas vezes.
A aproximação a Bra é plana até cerca de 1,8 km da meta. A estrada começa então a subir suavemente a 2 ou 3%, antes de entrar num lindo falso plano até à meta.

Shortlist falso plano

1200:

  • Isaac Del Toro — Vem tentar defender o título conquistado em 2025, e no meu cenário de corrida voltará a fazê-lo a solo. Trazer Del Toro a esta corrida e ele não atacar seria quase como deixar alguém da dimensão de Pelé ou Maradona a aquecer e depois não o colocar em jogo.

1000:

  • Giulio Pellizzari — Penso que as dificuldades podem não ser suficientemente seletivas para eliminar os corredores mais rápidos.

800:

  • Dorian Godon — Confesso que esperava que vencesse a Coppa Bernocchi, contudo não deixa de estar em forma, e tem um final mesmo à sua medida chegando no grupo que vai decidir o segundo lugar, eu vou pagar para ver.
  • Brandon McNulty — Ainda estou na dúvida se levo, isto da UAE ter várias cartas para jogar é ótimo para eles, mas para nós fantasistas é uma dor de cabeça.
  • Romain Grégoire — A época tem sido regular mas continuo à espera daquele grande resultado, talvez a culpa seja minha que o levo sempre na fantasy, diz-me Romain se é preciso eu não te escolher para teres o teu momento de liberdade.

600:

  • Jhonatan Narváez — A carta da UAE para depois de Del Toro atacar, enquanto os outros perseguem, Narváez pode ir de cadeirinha até muito perto da meta.
  • Mauro Schmid — Como é que eu consigo explicar que não vou levar aquele que tem sido a grande afirmação desta temporada? Vai dar asneira.
  • Laurence Pithie — As últimas corridas não têm sido incríveis, e por isso não o levo, mas se estiver num bom dia pode fazer uma boa classificação.
  • Axel Laurance — Tem velocidade suficiente para este final e aguenta bem o terreno ondulado, tem o senão de ter Godon na equipa.
  • Corbin Strong — Acredito que vai terminar em lugares pontuáveis, um pouco à imagem do que fez na Coppa Bernocchi.

400:

  • Michael Matthews — Na forma que apresentou nos mundiais e a este preço eu levo. A minha única dúvida é se faz segundo ou terceiro.
  • Marc Hirschi — Já não é aquele ciclista que parecia o Pogačar nesta fase da temporada, mas está a subir de forma e fez segundo nas duas últimas edições que participou nesta corrida.
  • Benoît Cosnefroy — Vamos combinar aqui uma coisa que ninguém nos está a ler Benoît, podes por favor voltar a ser um pino, até voltares a custar 200 e aí sim voltas a voar?
  • Andrea Vendrame — Anda há semanas a rondar os bons resultados e estou com uma fezada que amanhã volta a aparecer. A grande questão é perceber se ainda sobra orçamento para ele.
  • Edoardo Zambanini — Vejo-o a conseguir um lugar perto do top-10.

200:

  • Alberto Bettiol— Tanto pode fazer top-20 como passar completamente despercebido, mas a 200 compensa esse risco.
  • Mikkel Honoré — Belo final de temporada, mesmo na última prova apesar da fraca classificação andou ao ataque.
  • Davide Donati — Ainda me está atravessado desde que não o levei na Croácia e venceu uma etapa, depois disso já foi fazer sétimo na Coppa Bernocchi, não sei se devo arriscar a deixar novamente de fora.
  • Stefano Oldani — 4.º GP Lazio, 8.º Matteotti, 12.º Memorial Marco Pantani e 13.º Sabatini mostram que não está aqui para fazer turismo, mesmo que as duas últimas corridas não tenham corrido tão bem.
  • Alessandro Romele — Depois de uma Vuelta de bom nível, tem continuado em boa forma.

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