Cycling Fantasy — Gran Premio Miguel Indurain
Dado o perfil desta corrida eu daria o nome de Gran Premio Alejandro Valverde.
Dado o perfil desta corrida eu daria o nome de Gran Premio Alejandro Valverde.
Análise ao percurso: Miguel Indurain, uma das lendas do ciclismo espanhol e internacional, era um ciclista que fazia as diferenças nos contrarrelógios e depois se defendia na montanha o suficiente para ganhar cinco Tours e dois Giros (curiosamente nunca ganhou a Vuelta). Para os mais novos, é um género de Tom Dumoulin, mas com muito mais currículo e sem problemas intestinais (que se saiba).
Que me perdoem os fãs de Indurain, mas este tipo de ciclistas, contrarrelogistas que se defendem na montanha, são aborrecidos, pois nunca atacam, no entanto, a corrida em homenagem a Indurain tem tudo menos de aborrecida.
Estaria mais adequada a um Gran Premio Alejandro Valverde dada à natureza rompe piernas desta prova, sempre com muito sobe e desce onde é necessário punch e domínio de descida.

O percurso é praticamente o mesmo das edições mais recentes com as presenças de Alto Guirguillano (2.8 km a 5.7%), Alto de Lezaun (3.9 km a 5.6%) e Alto de Eraul (3.9 km a 5.3%) entre outras colinas não categorizadas. O Alto de Eraul, ultrapassado duas vezes é, a meu ver, a subida decisiva. A última passagem deixa os ciclistas a apenas 8 quilómetros da meta, com os altos de Muru e Ibarra por ultrapassar até à meta, que se encontra praticamente em descida. Uma chegada explosiva e técnica que vai ser ultrapassada pelos ciclistas quatro vezes embora nem semprem pelas mesmas estradas da passagem final.
Assim, o perfil de ciclistas a levar para esta corrida para a vitória são ciclistas ofensivos, com punch e boa capacidade de sprint em grupos reduzidos, ou seja, estão a imaginar o Almeida? É o oposto dele.
Shortlist falso plano
1000:
- Antonio Tiberi — O mais caro desta shortlist e dos disponíveis no fantasy, Tiberi já fez boas performances esta época em provas semelhantes como a "Laguelha". Apesar de não ser o ciclista mais explosivo e de chegar de um Tirreno Adriático desapontante, é dos melhores escaladores aqui presentes e forte candidato a um lugar entre os melhores.
800:
- Alex Aranburu — Quinto no ano passado, Aranburu tem tido uma época muito regular onde por um bigode não ganhou a Figueira. Apesar do histórico nesta corrida não ser tão bom como se esperava, é um fortíssimo candidato à vitória.
600:
- Cristian Scaroni — A Astana já não está em perigo de descida de divisão, mas Scaroni continua a correr como estivessem, super-regular pontua quase sempre por onde passa.
- Lennert Van Eetvelt — Regressa após um Tirreno onde teve de abandonar por problemas físicos, afetado por muitas quedas, é um incógnita o seu rendimento apesar de que em boa condição é um ciclista que pode não só fazer top 10, como vencer.
- Harold Tejada — Após um Paris-Nice brilhante, Tejada está motivado e pode vencer a sua primeira corrida de um dia como profissional.
- Pello Bilbao Lopez de Armentia — Eu sei o normal é escrever-se só Pello Bilbao, mas eu gosto do nome, tal como um certo Rui Alberto que já foi campeão do mundo. Tem um bom histórico nesta corrida e apesar de ainda não termos visto o melhor Bilbao esta época, o atual para esta corrida chega para o top 10.
- Marc Soler — Numa perspetiva de ataque de longe, Soler sempre combativo ou ganha, ou nem faz top 30.
400:
- Ion Izagirre— Em época de despedida, Ion parece ter reencontrado as pernas do passado e tem feito uma grande temporada. Já venceu esta corrida, tem o melhor histórico de todos os ciclistas aqui presentes. Este para mim é 20 em 20.
- Alex Baudin — Fez um bom Paris Nice e no ano passado terminou no top 10 aqui.
- Javier Romo — O único Movistar que vale a pena na minha opinião, época discreta, mas não horrível. Pode surpreender.
- Finn Fisher Black — Um histórico surpreendentemente mau, mas é um percurso perfeito para ele. Sem grandes figuras na equipa parte como a principal esperança da Red Bull a um bom resultado.
- Felix Grosschartner — Foi sétimo no ano passado aqui. Sendo um ciclista muitas vezes subestimado devido ao seu papel maioritariamente de gregário, mas eu não o subestimo.
200:
- Andrea Bagioli — Terceiro o ano passado, Bagioli já foi um ciclista mais caro, mas os seus resultados modestos relegaram-no para esta categoria. No entanto, esta época está a ter um pequeno renascimento, com um ou outro resultado interessante. Beneficia não só do histórico, como não ter nenhum ciclista acima de si na hierarquia da equipa.
- Hector Alvarez — Jovem talento espanhol, começou muito bem a época em Maiorca, onde disputou uma prova com o Morgadão. Tem um perfil perfeito para esta corrida e é o melhor ciclista de 200. Aproveitem que não vai durar muito nesta categoria.
- Sergio Higuita — Tal como Bagioli já foi bastante mais caro, andou pino, mas já fez alguns resultados ok esta época, com bom histórico.
- Igor Arrieta — Sempre que participou terminou sempre dentro do top 20, este ano parece-me com forma para mais.
- Matteo Vercher — Depois de um excelente Paris-Nice (para o seu nível) Vercher regressa à competição numa prova onde fez 12º lugar no ano passado e acredito que faça melhor este ano.
- Marco Brenner — Um início de época bastante interessante, caiu em "Laguelha" e regressa agora, em forma é mais um candidato a top 10. Pode até substituir um Hirschi que apesar de já ter corrido dá a ilusão que ainda não iniciou a época.
- Yannis Voisard — Em todas as corridas Pro que participou deu bons pontos, tem tudo para manter este registo.
- Pau Marti — Não estamos em território luso, mas não deixa de ser um percurso apetecível para este espanhol que gosta de Portugal.
- Brady Gilmore — vencedor da última etapa da Catalunha, a vencer aqui terá de ser o mesmo cenário. Tem tudo de qualquer forma para vencer o sprint no grupo onde se encontrar.
- Alex Molenaar — Surpreendente em comparação com a época passada, Molennar tem feito um bom arranque de época e quer provar que este segundo não foi um acaso.
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