Cycling Fantasy — Grand Prix de Denain

Amanhã não é só velocidade. É caos e nervos de aço.

Cycling Fantasy — Grand Prix de Denain
Cycling Fantasy

Análise ao percurso: O GP Denain é para especialistas… do fantasy! O percurso parece plano, mas os últimos 100km transformam a corrida numa mini-Roubaix com treze setores de paralelepípedos — seis deles iguais aos do Inferno do Norte. Isto significa que o posicionamento é tudo.

Sprinters fora da caixa? Valem pontos. Acertar no vencedor de um grupo reduzido? Levam-nos à doce glória de passar meses a esfregá-lo na cara de outros fantasistas. Por isso os verdadeiros especialistas já sabem: amanhã não é só velocidade. É caos e nervos de aço.

Denain — Denain (201km)

Shortlist falso plano

800:

  • Arnaud De Lie — O nome maior, o mais caro e a maior incógnita. Voltou a provar no Tirreno que adora finais após um dia caótico, mas também já mostrou que quando menos se espera dá ghost sem avisar..

600:

  • Jordi Meeus — Talvez o homem mais forte em prova. Está a atravessar um grande momento e cuidado com ele para a Paris-Roubaix. Rápido e resistente, pode ir metendo o champanhe francês no frio porque a concorrência não vai estragar a festa.
  • Juan Sebastian Molano — Já a UAE vai tentar tudo para não sprintar com ele… e mesmo assim ele pode acabar a sprintar. Um clássico.

400:

  • Tibor Del Grosso — Sou super fã, por isso não se fiem nestas linhas. Um craque do CX adora estes terrenos. Um campeão do mundo chama a isto uma lambarice.
  • Axel Zingle — Esperava mais do francês este ano. Tem estado sempre lá nos últimos quilómetros, sempre bem colocado… e sempre a faltar qualquer coisa para brilhar.
  • Anthony Turgis — Um classicómano francês, numa equipa francesa, numa prova em França. Isto é Turgis e mais 8.
  • Tim Torn Teutenberg — No meio do caos tático da Lidl, é ele o plano mais “normal”: sprintar. Mostrou velocidade no Algarve, mas vai precisar que alguém faça o trabalho sujo por ele.
  • Milan Menten — Se o De Lie der barraca, será chamado à linha da frente.
  • Alec Segaert — Longe vão os tempos que achava que este rapaz ia ser a “the next big thing”. Mas cá vai mais uma moedinha…

200:

  • António Morgado — Será a ponta da lança da UAE. É sagradinho que vamos ver o bigode voador a incendiar os paralelos de Denain e a partir a corrida toda. Num grupo reduzido, discute a vitória.
  • Per Strand Hagenes — Sem grandes nomes, a Visma tentará surpreender a concorrência com os miúdos. Este prometeu muito, eclipsou-se em 2025, mas mostrou na Omloop que está com boas pernas.
  • Cees Bol — Tem andado a ameaçar. A qualquer momento deixa de bater no poste. Spoiler alert: provavelmente não é amanhã também.
  • Gianni Vermeersch  — Mais uma vez será ele o maestro da Redbull. Vai ditar ritmos, vai dar show e vai ser protagonista. Depois logo se verá se saca um resultadão ou acaba a dar colinho ao Jordi Meeus para mais uma vitória.
  • Nils Politt — Há dois anos era de caras em qualquer team. Será mais uma das opções atacantes da UAE e por isso é arriscar.
  • Aimé De Gendt — Vai para a fuga, claro. Depois logo se vê se alguém se esquece dele.
  • Matevž Govekar — Forma interessante e cada vez mais presente nestes finais. O quarto lugar na Kuurne e o sétimo na Ename Classic é revelador que a Eslovénia começa a ameaçar também ao sprint.
  • Putos Lidl-Trek — Jakob Soderqvist, Hector Alvarez, Albert Philipsen, três nomes, uma ideia: baralhar a corrida até deixar de haver corrida. Três putos maravilha que prometem animar o dia. Problema é escolher qual levar.

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