Cycling Fantasy — Lloyds Tour of Britain Men
Um misto de clássicas e etapas planas para quem lhe está a correr mal a Vuelta. Há pinos e Pinarello.
Análise ao percurso: Uma prova que é um misto de clássicas com etapas planas deixa-me sempre ligeiramente no limbo. Adoro clássicas, mas nestas provas os ciclistas que por vezes vencem são uma surpresa e isso destrói-me a fantasy toda.
Mas isto foi só um desabafo. No que ao percurso diz respeito, a organização decidiu voltar aos seus primórdios e encurtar a prova. Já foram oito etapas, seis e este ano voltam a ser cinco.
Três etapas aparentemente para sprinters, a segunda e a terceira. A primeira pode dar ou não, devido a uma ligeira inclinação na parte final.
A quinta (um circuito em Earlston) e a quarta serão para ciclistas mais ao estilo de classicómanos, sendo que destaco a etapa quatro como aquela que pode ser a decisiva.

São no total oitocentos e setenta e nove quilómetros com sete mil e quatro metros de acumulado. Para quem lhe está a correr mal as coisas na Vuelta ou é fã de um tal de esloveno e quer desanuviar a cabeça tem aqui uma hipótese para se entreter.
Shortlist falso plano
1000:
- Tim Merlier — O maior candidato a vencer as etapas planas. Guardado pelo Rex acho que faz três em três.
- Olav Kooij — O favorito a fazer sempre segundo em todas as etapas planas. Vem de um terceiro lugar na geral e três pódios em etapas no Renewi Tour.
800:
- Ethan Vernon — Precisa de alguma inclinação para poder brilhar e isso acontece logo na primeira etapa. O resto das etapas não parecem muito ao seu estilo.
- Filippo Ganna — O Ganna sprinter e classicómano aqui poderá dar espetáculo. Acho que arrisco em levá-lo.
600:
- Tim Wellens — Não corre desde o Tour e a época não está a ser famosa. Os trinta e cinco já pesam.
- Ilan Van Wilder — Fez sétimo em 2025 e andou a proteger Remco Evenepoel que fez segundo. Terá aprendido algo?
400:
- Jasper Stuyven — Ao estilo de Wellens, a idade já pesa. Mas isto pode ser perfeitamente a sua cara.
- Lewis Askey — Foi o melhor NSN na Bretagne Classic há dias e tem de ser a carta a ser lançada pela equipa.
- Matteo Moschetti — Uma opção sólida para as etapas planas.
- Matteo Trentin — Oitavo no Renewi Tour, por isso a forma não deve ser de todo horrível e o percurso assenta-lhe bem.
- Rick Pluimers — O neerlandês é a outra opção, e bem válida, da Tudor. O percurso também lhe assenta bem, gosta de atacar e também parece estar em forma.
- Yannis Voisard — Depois da prestação no Tour, aparece aqui de novo e na etapa quatro acredito que tentará fazer diferenças. Diferenças essas que lhe podem dar a vitória na prova.
200:
- Benoît Cosnefroy — Dentro da UAE vejo o francês como a peça mais forte a jogar para a geral.
- Florian Vermeersch — A sua época forte da temporada já passou, mas quando existem etapas ao estilo de clássicas é sempre um nome a ter em conta.
- Cees Bol — Na sombra de Kooij pode ter uma oportunidade de brilhar na primeira etapa, se a inclinação for demasiada para o seu compatriota.
- Alessandro Pinarello — Um dos favoritos a vencer a prova a este valor? Que mel.
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