Cycling Fantasy — Paris - Tours

A ultima vez que sprinters e vinho estiveram tão próximos foi na clássica da Tigelinha.

Cycling Fantasy — Paris - Tours

Análise ao percurso: A Paris–Tours é a prova ideal para quem acha que o ciclismo moderno tem alcatrão a mais. São dez caminhos de vinha, nove subidas e uma bela oportunidade para os sprinters se arrependerem de ter vindo. Tudo concentrado na parte final, porque, já todos sabemos que quando mete vinho são sempre os últimos copos a fazer mais estragos. Resta saber quem chega a Tours em condições de brindar.

Shortlist falso plano

1000:

  • Tim Merlier — Está na moda escolher pelo estatuto. Este, como outros, só está aqui por isso. Amanhã o único vinho que vai cheirar é ao almoço após prova.

800:

  • Dorian Godon — O meu segundo favorito para amanhã. Tem sprint, cabedal para aguentar porrada pelo meio do vinhedo e uma equipa suficientemente capaz de o ir posicionando até ao momento da verdade.
  • Søren Wærenskjold — O chamado joker carote. Tem velocidade para bater quase toda a gente e potência para sobreviver a alguma seleção, só que o facto de pesar 180kg deixa-me hesitante.
  • Arnaud de Lie — Spoiler do texto do Berckmoes: “Ahhh, o de Lie também vai… Oh, calem-se! Nem vocês nem a Lotto se fiam nisso. Ou acham que é só coincidência o Berckmoes amanhã alinhar com o dorsal 1 da equipa?”

600:

  • Lukáš Kubiš — Não vou fingir imparcialidade nesta altura da época. Se Kubis está numa clássica onde reina o caos, então é levar sem fazer mais perguntas.

400:

  • Cristophe Laporte — Vencedor em 2024, segundo em 2025. É a principal cartada da Visma e por isso não há muitos argumentos para não o levarem nas vossas equipas. Está no meu top3 de favoritos.
  • Jenno Berckmoes — “Ahhh, o de Lie também vai”… Oh, calem-se! Nem vocês nem a Lotto se fiam nisso. Ou acham que é só coincidência o Berckmoes amanhã alinhar com o dorsal 1 da equipa?
  • Paul Lapeira — Sempre um dos meus preferidos para estas semiclássicas. É como um relógio certinho e inclusive já cheirou a vitória em edições anteriores. Regressa para tentar corrigir o erro e subir ao pódio no final.
  • Lewis Askey — Foi o homem que em 2023 viu mais de perto um estagiário ganhar esta prova: o então desconhecido Sheehan. Agora são colegas de equipa e uma dupla que se complementa muito bem. A questão é escolher um para o fantasy.
  • Alessandro Romele — Um dos ciclistas do ano e isso não é coisa pouca. Apareceu em grande plano em tudo o que era prova e já não o podemos ignorar. Resta saber se ainda terá pernas frescas, para um dia tão durinho.
  • Matteo Trentin — Este “velhote” deve adorar uma boa vinhaça. Já ganhou isto três vezes, a última das quais na edição 2025. Portanto, se amanhã virem um ciclista de negro a voar pelo meio das videiras, podem apostar que é ele.
  • Rick Pluimers — Vai ganhar? Não. Vou ter na minha equipa? Provavelmente. Forma com Trentin uma das duplas mais perigosas para baralhar as contas… dos adversários e as nossas.
  • Anthony Turgis — Escrevo este artigo mais tarde do que o habitual para ver se muitos não levam a minha principal pick para amanhã. Sétimo na Munster, nono na Binche… O Turgis esteve a cozinhar a vitória de amanhã.
  • Jasper Stuyven — Isto é uma prova “à Stuyven”: longa, desgastante e caótica. Se estiver nos seus dias é um dos nomes mais óbvios para se colocar numa shortlist de especialistas.
  • Thibaud Gruel — Esteve na discussão da edição passada e tem tudo para repetir a façanha. Levo nos meus nove, claro.
  • Stefan Küng — Não estou a ver nenhuma forma do King Kung ganhar isto, mas já imaginei dois ou três cenários em que ficará no top8. Com saldo a sobrar, se calhar vou cair na tentação.
  • Jonas Abrahamsen — Não há muito a escrever. Só sabe pedalar de uma forma. Vai atacar forte e feio e tentar vencer a solo ou cair na sopa do grupo que discute a vitória.

200:

  • Noa Isidore — Jovem francês, equipa francesa, clássica francesa. Tem o perfil certo para estas estradas e se Lapeira não conseguir romper o pelotão, a Decathlon vai all-in no miúdo.
  • Alberto Bettiol — Está aqui Henrique. Manda-me os 50 paus que me prometeste se o incluísse em todas as minhas antevisões.
  • Ben Oliver — Dizem que os neozelandeses têm alguns dos melhores vinhos do mundo. Vamos lá ver se este sabe podar as vinhas francesas.
  • Per Strand Hagenes — Se estivesse num momento melhor de forma era o meu favorito para amanhã. Assim tenho algumas reservas, mas o potencial para brilhar está todo lá.
  • Riley Sheehan — Nas estradas que lhe valeram uma carreira. Venceu em 2023 quando nem contrato profissional tinha. Agora Se a Paris–Tours continua a não pedir autorização para produzir vencedores improváveis.
  • Timo Kielich — Especialista de ciclocrosse e gravel vale-lhe esta menção. Um joker para quem quer nomes menos óbvios.
  • Pierre Gautherat — Tirem este rapaz da lista por favor. Não consigo levar três Decathlon e não me apetece ter de escolher um para ficar de fora.
  • Jenthe Biermans — Daqueles que não entusiasma ninguém na escolha, mas tem experiência, resistência e velocidade para uma chegada selecionada.
  • Pepijn Reinderink — O joker que vale milhões. Espero mesmo que este artigo tenha pouca audiência senão lá se vão os meus trunfos. Não estou aqui para ajudar ninguém.

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