Cycling Fantasy — Ronde van Vlaanderen WE

Uma Fleur. Uma pequena Fleur. Que eu colhi. Só a pensar em ti.

Cycling Fantasy — Ronde van Vlaanderen WE
Cycling Fantasy

Análise ao percurso: ver Antevisão — Ronde van Vlaanderen WE.

Estão cá todas. As melhores corredoras do mundo decidiram vir à Ronde, em uníssono, para nos dificultar a vida. Portanto, as escolhas que se seguem são mais baseadas em crenças sobrenaturais, em fezadas, do que em certezas com base científica. É o segundo monumento da temporada e os nervos são muitos. De quem corre e de quem faz fantasy, claro.

Shortlist falso plano

1200:

  • Demi Vollering — Nunca ganhou esta prova. As pernas estão lá, como tem ficado provado nesta temporada de clássicas. Tem faltado conseguir isolar-se. Pode ser desta.
  • Lotte Kopecky — Ninguém tem tantas vitórias na Ronde como Lotte. O ano passado estava péssima e venceu aqui. Este ano vem de vitória em Sanremo. Vai uma aposta como não ganha? O mundo é das contradições.
  • Elisa Longo Borghini — Venceu em 2015 e em 2024. Sabemos o quão destemida é Elisa. Nas últimas corridas, a táctica da UAE tem sido atirar cartas para a frente para forçar as outras equipas a trabalhar. Nesta ocasião, acho que deviam jogar diferente: intensificar a corrida no Eikenberg e Koppenberg e fazer leadout para a sua líder no Kwaremont. Mas isto sou eu. Na Dwars door Vlaanderen andou a trabalhar, mostrou que tem pernas, mas ainda não as pernas para vencer a Flandres. Vejamos se as ganhou entretanto.

1000:

  • Marlen Reusser — Reusser mostrou bem ao que vem na Dwars. Já sabem: dar-lhe meio palmo é, por norma, significado de derrota. E a Movistar ainda traz Lippert para baralhar as contas. Cautela.
  • Kimberly Le Court Pienaar — Prémio fair-play na Milano-Sanremo, onde parecia estar muitíssimo bem, sempre a responder aos ferozes ataques de Niewiadoma, ainda que sem colaborar propriamente. Em 2026, ainda não parece ter surgido a super Kim Possible, mas também não parece andar longe.

800:

  • Pauline Ferrand-Prévot — Só correu a Strade Bianche e teve azar. Em 2025, voou no Oude Kwaremont. É uma daquelas corredoras que aos 34 anos já não vai a todas, vai àquelas que são para retirar da bucket list. A forma é um bocado imprevisível, mas sei lá, ela também tinha andado hibernada antes do Tour 2025.
  • Puck Pieterse — Não tenho adorado ver a Puck este ano. Sinto que lhe falta alguma frescura. No entanto, sou muito (provavelmente demasiado) fã e acho que poucas corredoras têm os seus skills para voar no Koppenberg. Resta saber se tem pernas. E se voar no Koppenberg é garantia de pódio.
  • Noemi Rüegg — Posso estar a ver mal o filme, mas eu tenho a sensação que o Kwaremont vai ser feito a um ritmo excessivo para a helvética. Mas lá está, isto são sobretudo sensations e feelings; e o facto é que Rüegg está a andar que se farta e está sempre por lá.
  • Liane Lippert — O Dias diz que sim. Eu duvido. Já acreditei demasiadas vezes. Mas vá lá, esteve lindamente na edição transacta e tem um kick poderoso. É uma daquelas que as favoritas vão querer droppar.

600:

  • Franziska Koch — Principal candidata à vitória. Agora a sério, acho Koch uma das melhores corredoras do pelotão neste momento. A germânica muda o estado das corridas, desmembra pelotões, fecha espaços, é tudo e mais alguma coisa. É claro que vai estar ao serviço de Vollering, mas um dia seria bonito deixá-la vencer.
  • Zoe Backstedt — A forma é boa. E faz sentido: relembro que começou a época de crosse bem mais tarde devido a lesão. Tem Dygert na equipa, tudo bem, mas duvido que a coloquem a trabalhar para a estado-unidense quando a mesma não corre desde a Austrália.

400:

  • Eline Jansen — Tem contrato com a VolkerWessels até ao final de 2027. Vamos ver se o cumpre. É de uma regularidade impressionante e garantia de pontos.
  • Silvia Persico — Eu sempre gostei da Silvia. Mas ela andava puxadote. Agora vale 400 e voltámos a aproximar-nos; não que eu ache que ela vai voar, mas é 400.
  • Letizia Borghesi — Caiu na descida do Poggio e ainda assim já provou que não ficou afectada. Aproveitem, que a 400 não vai durar muito.
  • Pfeiffer Georgi — Confesso que já achei que fosse evoluir de forma mais evidente. Ainda assim, está na PicNic, não deve ser fácil. Já agora: tem 25 anos e está no último ano de contrato.

200:

  • Célia Gery — Talvez demasiado duro para a jovem francesa. Mas é um talento geracional e só custa 200. Às vezes precisamos de argumentos para encaixar certas corredoras.
  • Lieke Nooijen — Está aqui porque ia enganando Reusser e Vollering na Dwars. Acho que vai ter de trabalhar para Pauline. Mas isso, por vezes, proporciona top-20.
  • Fleur Moors — Uma das grandes afirmações da temporada. Furou na Dwars, mas andou na frente com Vollering, Borghesi e Pieterse. E na In Flanders Fields quase enganava a Lorena. 20 anos apenas. É uma máquina. E vou ficar por aqui porque acredito demasiado no karma.
  • Mackenzie Coupland — Mais um talento de 20 anos a dar cartas.
  • Linda Riedmann — Esteve na Visma. Tem 23 anos. É por aí.

Play Store: Cycling Fantasy
App Store: Cycling Fantasy