Cycling Fantasy — Scheldeprijs
O Rio Schelde testemunha o regresso de Merlier.
São 114 edições de uma corrida que serve como festa da velocidade, uma clássica para sprinters que nos tem trazido finais explosivos, em estrada larga, onde Paul Seixas não pode vir fazer estragos — bom, este ano não pode porque está no País Basco, em 2027 nunca se sabe. Quanto a Tadej Pogačar, já há quem afirme (eu pelo menos acho que sonhei que o Pratas disse isto na última semana e tinha uma cerveja belga na mão) que o esloveno tem na Scheldeprijs o seu próximo grande objectivo de carreira na medida em que Eddy Merckx ganhou esta prova em 1972.
Foi precisamente há 100 anos, na 16.ª edição da corrida, que a cidade de Schoten, nos arredores de Antuérpia, recebeu pela primeira vez uma chegada da Scheldeprijs, que anteriormente andou por cidades como a própria Antuérpia, Hoboken, Brasschaat, Wiljrik, entre outras. É essa típica e histórica chegada à Churchilllaan que amanhã se vai transformar em arena. Ou em autódromo, tais serão os sons dos motores ali à solta.
Bom, é isso, a Scheldeprijs é para o vrum-vrum. E a grande boa nova é que Tim Merlier está de regresso. vrrrruummm.
Análise ao percurso: São 205 quilómetros que começam nos Países Baixos e terminam na Flandres. E, por isso mesmo, há paralelo, claro. O percurso final, de quatro voltas de 16.9 quilómetros, tem como ponto central o Broekstraat, um sector de empedrado de pouco mais de dois quilómetros e a bonita entrada em Schoten, com uma zona junto às margens do Rio Schelde (Rio Escalda, em português) — um rio de mais de 350 quilómetros de extensão nascido em França, que vagueia pela Bélgica e pelos Países Baixos e cujo curso e legado está intimamente ligado à história desta Scheldeprijs.
Apesar do pavé, é quase certo que teremos sprint. No entanto, isto é ciclismo e um corte será sempre possível — sobretudo um corte que torne o pelotão um pouco mais curto. A recta final é longa: 1400 metros com largura de seis metros, depois de uma curva apertada um pouco antes do pórtico dos dois quilómetros e de uma outra, com pouco espaço (e por isso um momento central de posicionamento), aos 1500 metros.

Shortlist falso plano
1000:
- Tim Merlier — Apesar de ter arrancado a temporada no GP Monseré (19.º), Merlier ambiciona aqui um regresso real à máquina de lavar dos sprints. É escolher o programa misto, separar bem as cores e esperar que faça sol para meter a roupa a estender.
- Jasper Philipsen — Já vai ser o Philipsen sprinter ou ainda é o Philipsen classicómano porque domingo é Roubaix? Ou é ambos? Bom, levem na mesma, milinha está barato.
800:
- Pavel Bittner — Vocês não tem todos pena do Bittner? Epá, eu tenho. Imaginem serem a estrela da equipa (uma equipa terrível) e ainda assim ganham menos do que o Jakobsen.
600:
- Dylan Groenewegen — Meus putos, este não estava no meu bingo. Três vitórias em 2025. A 25 de Março, Groenewegen já leva quatro no bucho. Ah pois.
- Jordi Meeus — O azar bateu à porta. Sobretudo na In Flandres Fields - From Middelkerke to farto deste rebranding da Flanders Classics, com um problema mecânico já no final. Meeus é obviamente candidato ao pódio, embora o registo nesta prova não seja muito feliz.
- Emilien Jeannière — Ganha? Não. Mas a quantidade de bons resultados é invejável. Só acho que é o tipo de sprinter que com tantos cavalos pesados, é capaz de ficar a pé.
- Milan Fretin — Em teoria, sim, claro. Mas tem um DNS súbito (Ronde van Brugge) e um DNF (na Dwars). Acresce a isto um super Stanisław Aniołkowski que depois do amor de Nuno Gomes no Angliru nunca mais foi o mesmo (no bom sentido).
400:
- Stanisław Aniołkowski — Está tudo dito ali em cima. Anio é Lingrinhas. Lingrinhas é falso plano. falso plano é life. "Life" é um canção incrível da Des'ree.
- Matteo Moschetti — Se eu pensei estar vivo para ver o Moschetti a 400. Minha nossa senhora. Mas o rapaz tem andado melhor, é um facto. E até já foi entrevistado com um bidon a fazer de micro. Muda tudo.
- Pascal Ackermann — Na Bredene Koksijde quase bateu Groenewegen. Mentira, foi apenas quem ficou em segundo lugar.
- Danny van Poppel — O pai, Jean-Paul, venceu em 1986, foi segundo em 1987 e terceiro em 1988. Agora está na hora de meter laxante no pequeno-almoço de Meeus.
200:
- Steffen De Schuyteneer — Já vos disse quem é o melhor sprinter sub-23 do mundo?
- Daniel Skerl — Bauhaus já sabemos. Govekar depende se chove ou faz sol. É dia de Skerl que rima com Jacques Brel.
- Edward Theuns — Bom, os bosses não vêm. Portanto, pode dar azar. Há Theuns, há Consonni, há TTT, há Walscheid, há Álvarez. Semana de promoções no Lidl.
- Oded Kogut — É 200 e tem Hofstetter na equipa.
- Tom Crabbe — O caranguejo tem de regressar à boa forma.
- Robin Froidevaux — Máquina. Uma máquina discreta, mas uma máquina.
- Dušan Rajović — Chega à Bélgica depois de dupla vitória na Volta ao Taiwan. Seria possível chegar mais motivado?
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