Cycling Fantasy — Tour de Hongrie

Orbán caiu, mas a Hungria continua péssima.

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Cycling Fantasy

Etapa 1: Sprintalhada de abertura.

Gyula - Békéscsaba (143.1kms)

Etapa 2: Segunda sprintalhada — aquelas rampas finais não devem ser suficientes para Cosnefroy enganar os sprinters.

Szarvas - Paks (205.8kms)

Etapa 3: O terceiro sprint.

Kaposvár - Szekszárd (153kms)

Etapa 4: Dia de GC. Fazem quatro vezes a subida de Pécs (ou três e meia, vá, já que no final não a fazem toda). A verdade é que é uma subida bem puxadinha: dura e com pendentes muitas vezes acima dos 10%. Esta Merlier não ganha.

Mohács - Pécs (188.2kms)

Etapa 5: A subida de Gella não é uma loucura de dureza, mas esta é tudo menos uma etapa, plana, certo. No entanto, a última vez que a ascensão é cumprida é ainda algo longe da meta (a cerca de 28kms), pelo que o sprint é o cenário mais provável. Pode ser interessante tentar deixar Merlier pelo caminho.

Balatonalmádi - Veszprém (147.1kms)

Análise ao percurso: A Volta a Hungria é sempre assim: terreno preferencialmente dos homens rápidos, com um dia claramente para a geral e outro dia meia-canja. Se tivesse de apostar, diria que o dia meia-canja vai dar sprint (falo da última etapa), mas há sempre a possibilidade de a etapa quatro não ser dura o suficiente para determinar a geral e aí a quinta jornada pode ser feita demasiado depressa para os sprinters. Pensem nisso quando estiverem a montar a vossa equipa — se quiserem, claro, eu também prefiro pensar na Ética de Espinosa ou nas favas com entrecosto do Candeias (ali perto de Canha, na N10) enquanto estou a escolher os meus nove.

Entretanto, só para vos avisar que a teoria do 1/2 corredores de GC e o resto sprinters vai-se revelar ousada uma vez que a lista de sprinters é muito fraquinha. Sejam criativos.

Shortlist falso plano

1000:

  • Tim Merlier — Esta é fácil, candidato a vencer quatro etapas. Mas toda a gente o vai ter na equipa, portanto é irrelevante.

600:

  • Juan Sebastian Molano — Deixem lá o ódio de lado. Molano, neste contexto, é um sprinter maravilhoso.
  • Phil Bauhaus — Como é que o Bauhaus ainda vale 600? É algo que me pergunto todos os dias quanto me vou deitar. Mas a vida é feita de perguntas que não têm resposta e se calhar ainda sai daqui a valer 800.

400:

  • Luke Plapp — Candidato à vitória final. Vem de um top-5 na Romândia. Talvez gostasse de mais dureza, mas é a que temos.
  • Lecerf Junior — E aí vai outro. Acresce uma coisa: tem mais sprint do que a maioria dos candidatos à geral.
  • Fernando Gaviria — Estou a escrever esta frase a 500 metros do teclado com a ajuda de um selfie-stick. Ok, não estou, mas mesmo se estivesse: não faz sentido. É perfeitamente incompreensível. A minha teoria para Gaviria continuar a lançar sprints do meio da rua é que ele está viciado, preso nesse loop, como se não conseguisse esperar – é verdade que saber esperar é um feito apenas ao alcance dos grandes –, enfim: claramente questão para resolver em terapia.
  • Max Kanter — Talvez o sprinter com mais capacidade para fazer frente a Merlier. Se é que isso é possível.
  • Mike Teunissen — A falta de qualidade é tanta que Teunissen, a lançar Kanter, ainda consta da best team? Talvez não, mas…

200:

  • Benoît Cosnefroy — Parece-me o maior candidato a vencer a geral. A subida que marca a etapa 4 não parece ser too much para Cosne. A não ser que o facto de ser passada por três vezes e meia coloque o francês no limite. Mas eu duvido.
  • Jakob Omrzel — Mais um candidato à geral. A etapa 4 tem a sua cara. Se calhar, tem mais a sua cara do que qualquer um dos outros. Isso quer dizer que vai ganhar? Acho que não. Mas estará na luta, claro.
  • Lev Gonov — Mais um lançador de Kanter. Mais um capaz de pontuar.
  • Jakob Söderqvist — O que é que ele está aqui a fazer? Pois. Mas duvido que venha passear à Hungria.
  • Alexis Renard — Não é um turbo. Mas vai ser a carta da Cofidis para o sprint. E tendo em conta que a qualidade não abunda…
  • Iúri Leitão — Gaviria é tudo menos de fiar.
  • Davide Persico — Na Turquia até parecia um sprinter decente. E às vezes o que parece é.
  • Nikiforos Arvanitou — Outras vezes nem tanto.
  • Emmanuel Houcou — Numa ocasião este ano ficou à frente de Molano. Ah pois.
  • Tommaso Bessega — Rapar o tacho faz parte.
  • Itamar Einhorn — Sprinter.

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