Cycling Fantasy — Tour of Oman
Isto parece uma novela. A ver se não dá chuva na areia.
A época continua pelas arábias e chegou a vez da Volta a Omã. Esta corrida é de categoria .Pro mas atrai bastantes equipas World Tour e alguns nomes importantes. Tem a particularidade de ser transmitida apenas pelo canal de desportos de Omã, OmanSportsTV, disponível de assistir no YouTube. Por isso, quem estiver interessado em treinar o seu árabe ou então contar o número de palavras que eles dizem por minuto durante a transmissão (boa sorte), já sabe onde assistir.
Atenção: esta é uma corrida que já teve recentemente fenómenos atmosféricos que obrigaram à alteração do percurso. Alguns bem peculiares como em 2024, onde a corrida foi encurtada por motivos de extrema precipitação. Sim, numa corrida feita no deserto.
De resto, em termos de Cycling Fantasy, tirando a edição de 2024 (que não me correu muito bem por motivos extra ciclismo), tenho um bom histórico nesta corrida. Por isso, modéstia à parte, tenham atenção às minhas escolhas.
O modelo é muito semelhante ao de 2025: a "melhor equipa" de 2 sprinters e 5-6 GC (Vervaeke ganhou a etapa punch e não fez mais nada) é algo a ter em muita atenção.

Análise ao percurso
Etapa 1 — Etapa bastante semelhante à primeira de 2025, ao estilo Qinghai: com uma dificuldade no início, depois algumas colinas e um final plano. Tudo aponta para uma chegada em sprint massivo em Bimmah Sink Hole (esperemos que ninguém se afunde).

Etapa 2 — A mítica chegada a Yitti Hills. Esta é uma etapa para os puncheurs que poderá causar problemas para os homens da geral menos explosivos.

Etapa 3 — A primeira verdadeira chegada em alto da competição. A Eastern Mountain é uma subida de 3.5 quilómetros a 7,7% de inclinação, onde a principal dureza vai estar instalada já no último quilometro da subida que tem uma média acima dos 10%. Podemos esperar espetáculo para a geral. No entanto, as diferenças serão apenas de segundos.


Etapa 4 — Etapa costeira totalmente plana, o “único” perigo será o vento. Tudo aponta para os velocistas brilharem.

Etapa 5 — Tal como costume, a Volta a Omã guarda a etapa rainha para a última etapa. A subida que vai definir a classificação geral. Quem vence na Green Mountain, vence a prova. A famosa Jabal al Akhdar tem 5.8 quilómetros com uma média de 10% (chega a rampas de 14%). Uma subida perfeita para os puros trepadores.


Shortlist falso plano
800:
- Adam Yates — O principal candidato à geral. Tem tudo para vencer confortavelmente a geral desta corrida na Green Mountain e completar 3 vitórias em 3 presenças. Numa equipa, é daqueles que é 20 em 20.
- Lorenzo Fortunato — Um início de época discreto, mas a verdade é que nas corridas anteriores nenhuma era perfeita para as suas características. Acredito que vá testar a sério as pernas aqui em Omã e é dos poucos que pode dar alguma luta a Yates. Já me deu muitas alegrias, em especial no Giro de 2025.
600:
- Cristian Scaroni — Por falar em alegrias no Giro de 2025, Scaroni é um nome incontornável para qualquer corrida montanhosa. Está a provar que a época de 2025 não foi um acaso e, devido ao seu bom poder de explosão, tem tudo para pontuar nas 3 etapas mais difíceis. Mais um nome que tem de figurar na vossa equipa, exceto se acreditarem em voodoo e tiverem um truque na manga.
- Emilien Jeannière — Sprinter pouco vitorioso, mas muito regular. O que conta mais no fantasy é esta regularidade. O “GNR” é não só um dos sprinters mais fortes para as etapas planas como um potencial candidato a Yitti Hills.
- Bryan Coquard — "Le Coq" vem de vencer esta temporada a Clássica de Marselha. Tem características semelhantes ao "GNR", embora não seja tão regular. Pode brilhar com a pouca qualidade de sprinters aqui presente.
- Luke Plapp — Menção de última hora, vem de uma brilhante prestação na Muscat Classic onde foi fundamental para a vitória do seu colega Mauro Schmid. Plapp, por norma, faz uma excelente corrida por etapas por ano e sempre no início de época. Estamos na altura certa.
400:
- Mauro Schmid — Vencedor da Muscat Classic, está a ter o melhor arranque de temporada da sua carreira. Considero a Green Mountain demasiado dura para ele, mas até lá pode dar bastantes pontos em Yitti Hills e na Eastern Mountain.
- Valentin Paret-Peintre — Bateu Adam Yates a época passada na Green Mountain. Um peso pluma que gosta dos ares de Omã, Valentin poderá não só disputar a geral como também pontuar forte em Yitti Hills, onde foi segundo o ano passado atrás do seu colega Louis Vervaeke.
- William Junior Lecerf — 11.º na Vuelta do ano passado, é um miúdo muito talentoso que, com a saída de Remco, tem ainda mais espaço para crescer dentro desta Soudal. Candidato a pódio.
- Juan Sebastian Molano — Lançado por Rui Oliveira, Molano pode perfeitamente levantar os braços nas etapas para velocistas, embora saibamos que tudo é possível com o colombiano.
- Einer Rubio — Continuando pela América do Sul, Rubio pertence ao clube de melhores trepadores nesta corrida. Agora não esperem que ele colabore num pequeno grupo. Este é seguidor de Quintana.
- Mauri Vansevenant — O cabeçadas da Soudal está a ter um arranque de época melhor face ao ano passado, por isso é mais um nome que pode perfeitamente fazer jus ao histórico e dar pontos nas etapas mais duras.
- Roger Adriá — Puncheur que pode aproveitar a Movistar só ter aqui Cortina para sacar uns top.20 nas etapas mais fáceis. Candidato a ganhar a etapa 2.
- Gerben Thijssen — Após uma época desastrada na defunta Intermarché, Thijssen quer voltar aos níveis de 2024. A verdade é que, sendo ele um puro sprinter e tendo a Alpecin com um comboio com Plowright, Sentjens e Marsman... Thijssen tem tudo para recuperar a confiança.
- Fernando Gaviria — Para o style.
200:
- Diego Pescador — Tem sido uma das surpresas da Movistar neste início de época. Andou muito bem nas corridas em Maiorca. Quem sabe se o trepador colombiano não pesca aqui mais um bom resultado.
- Steffen de Schuyteneer — Sprinter talentoso da Lotto, já esteve perto de vencer em Marselha. A Lotto, na minha opinião, traz um dos melhores comboios e de Schuytenner tem tudo para tirar bom uso dele.
- Henok Mulubrhan — Está a pedalar muito o eritreu. A etapa de Yitti Hills é mesmo ao estilo dele.
- Natnael Tesfatsion — Compatriota de Henok, também tem estado bem e é igualmente uma opção forte para a etapa 2.
- Erlend Blikra — Estilo Mareczko, não contem com ele onde houver uma mínima inclinação. Mas para a primeira e terceira etapas é candidato à vitória, visto a Uno-X trazer aqui um bom comboio com Tiller.
- Amaury Capiot — A Jayco tem uma nova cara neste arranque de época e Capiot sabe o que é vencer em Omã. É daqueles sprinters baratinhos que não faz mal nenhum levar.
- Lukas Nerurkar — Irregular, já me encavou bem em algumas corridas no fantasy. Mas é um puncheur que, em dia sim, consegue compensar e muito.
- Rick Pluimers — Andou bem em Omã o ano passado. Mais um sprinter-puncheur capaz de fazer melhor figura que alguns bem mais caros.
- Damien Howson — Fez quarto o ano passado na geral, é um ciclista de vibes.
- Simone Gualdi — Conta para a Juventude. A última etapa é capaz de ser demais para ele mas, até lá, tem um percurso de acordo com as suas características.
- Jan Castellon — Tem andado bem e a Caja Rural está a preparar o Tour.
- Lorenzo Quartucci — Falei nele num podcast: máquina nas corridas asiáticas o ano passado, pode intrometer-se entre os melhores, especialmente na etapa 2.
- Said Al Rahbi — Disse numa entrevista que quer ser o ciclista mais agressivo da competição. Só espero que não tenha tido aulas com Moscon.
Código da liga falso plano: FALSOPLANO
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