Cycling Fantasy — Trofeo Laigueglia

Sobe, desce e volta a subir, tudo com o mar ali ao lado. Parece, mas não estamos a fazer a antevisão da nossa Morgado Champions Classic. Embora esperemos um resultado igual.

Cycling Fantasy — Trofeo Laigueglia
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Análise ao percurso: Sobe, desce e volta a subir, tudo com o mar ali ao lado. Parece, mas não estamos a fazer a antevisão da nossa Figueira Classic. O Troféu Laigueglia não inventa muito, mantendo as icónicas passagens pelo Capo Berta e pela Cipressa, para dar um cheirinho de Milão-Sanremo - mesmo que aqui não haja Poggio para resolver a coisa com selo clássico. As decisões estão sim guardadas para o circuito final, com o Colla Micheri (2km a 8,4%) e o Capo Mele (1,7 km a 3,4%) a fazer seleção a sério e a deixar muitos em modo sobrevivência.

Albenga — Laigueglia (192 km)

Shortlist falso plano

1000:

  • Antonio Tiberi — Caso para dizer que tem mais vidas que um gato. Surpreendeu no UAE Tour com uma explosividade que ninguém lhe conhecia. Se mantiver a agressividade será um dos mais fortes em prova.
  • Richard Carapaz — A Locomotiva de Carchi ainda não arrancou, por isso temos zero indicações sobre o que esperar. É ir na fé, sabendo que cada vez mais o equatoriano seleciona cirurgicamente onde aparecer.

800:

  • Romain Grégoire — Nestas clássicas onduladas é dos melhores do mundo. Já era um dos grandes favoritos para este Trofeu Laigueglia, mas confirmou-o com uma vitória há uns dias na Faun Drome Classic.
  • Santiago Buitrago — A caminho dos principais objetivos da época: Tirreno, Catalunha, rumo ao Giro. Tem a explosividade pedida para este GP Laigueglia e não vai defraudar. Top-5 tem odd 1.10.
  • Michael Storer — Foi terceiro em 2025. Se isso faz dele um nome obrigatório? Não!

600:

  • Cristian Scaroni — Um dos ciclistas do ano até ao momento. Depois de já ter estado em grande nível em Espanha, Arábias e França, regressa a casa para continuar a encher de pontos a XDS Astana e os nossos fantasy.
  • David Gaudu — Vamos agarrar aquele top-10 em Jebel Hafeet como um balão de oxigénio? Quero acreditar que sim, mesmo que clássicas e Gaudu normalmente sejam nomes que não se cruzam.
  • Diego Ulissi — O que conta mais, o peso da idade ou o valor da experiência? Em 8 participações, 6 top-10. Aqui deve ser o plano C da XDS.
  • Alex Aranburu — Já o disse, não morro de amores pelo espanhol. Mas paguei a fatura na Figueira por misturar o coração e a razão. Não quero levar, mas não posso errar duas vezes.
  • Marc Hirschi — Só o coloco aqui pelo estatuto e pelo perfil do percurso que o suíço adora. Mas neste modo pino, é por vossa conta e risco.
  • Andrea Vendrame — Disse ao Falso Plano que esta era uma das corridas-objetivo. E quando um italiano aponta a Laigueglia, convém levar a sério.

400:

  • Simone Velasco — Vive bem neste tipo de clássicas italianas. Não irá vencer, mas não precisa de tanto para valer a pena, “fantasysticamente” falando.
  • Felix Engelhardt — É uma espécie de hot-take. Surpreende pela combatividade, aparecendo em terrenos que não deveria estar lá. Vai voltar a acontecer? Não sei. Paguem para ver.
  • Quinten Hermans — Ler Simone Velasco.
  • Marco Frigo — Se já o levei ao Giro 2025, também o posso levar no Trofeu Laigueglia. Agressivo por natureza, vai aproveitar o ataque certo para uma boa classificação.

200:

  • António Morgado — Nestes terrenos era Morgado e mais 8, mas com os resultados recentes cheira-me que vai dar ghost. A versão oficial é que o Morgadão está doente, mas eu sei de coisas…
  • Benoît Cosnefroy — Por esta altura contava que o francês já tivesse justificado a aposta da UAE, mas está enferrujado. Nota: na Fraun Drome Classic o resultado é enganador e está para breve o melhor Cosnefroy.
  • Simone Gualdi — Um dos miúdos que marquei para esta época. Ainda não impressionou, mas os dois top20 nas clássicas francesas do passado fim-de-semana deixam água na boca. E caramba, alguém tem de salvar esta Lotto.
  • Alessandro Pinarello — Joga em casa e isso costuma ter algum impacto nos resultados do miúdo. Foi sétimo na Foia, à frente de nomes como Vauquelin, Lipowitz ou Arensman. No Malhão… acabou atrás deles todos.
  • Thomas Gloag — Tinha tudo para fazer uma bela época até ao falsoplanista Nuno Silva estragar tudo ao meter pressão no rapaz. Depois do Algarve nunca mais ninguém o viu.
  • Louis Vervaeke — Nem era para o citar, mas depois do que andou na Sardenha a semana passada não me deu hipóteses. Claro que o nível aqui é outro, mas pode ser uma bela cartada.
  • Lukas Nerurkar – Gosto de miúdos que não se escondem. Esperava-se outra evolução depois de um excelente 2024, mas entrou nesta época novamente a dar muito bons sinais. Aposta segura!

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