Cycling Fantasy — Volta Comunitat Valenciana

A estreia de João Almeida em 2026.

Cycling Fantasy — Volta Comunitat Valenciana
Cycling Fantasy

Antes de fazeres a tua equipa, temos uma coisa para te dizer.

Em 2024, a comunidade valenciana foi afetada por cheias devastadoras. Foi uma situação inesperada, extrema, mas que mudou a vida de toda a região. Demorou muito tempo até tudo voltar à normalidade. Mas se hoje esta prova de ciclismo acontece sem problemas e o Almeida pode limpar o Remco em mais uma corrida, é porque houve uma comunidade que ajudou.

Hoje é connosco.
Tens tempo ou uns trocos de parte e não sabes o que fazer pelas regiões afetadas pela depressão Kristin? Olha para os sites abaixo e vê como podes ajudar.

Tempestade SOS - Entreajuda pós-tempestade em Portugal
Precisas de ajuda após a tempestade? Queres ajudar alguém? A Tempestade SOS faz o match entre quem precisa e quem pode ajudar.
SOSLeiria
Plataforma de reporte de emergências para Leiria, Portugal. Funciona offline.

Ok, de volta ao ciclismo.

Análise ao percurso

Etapa 1 — Não se deixem enganar ali pelos Medroños. Isto é coisa para acabar com todos ao molho.

Segorbe - Torreblanca (165 km)

Etapa 2 — Dia de contrarrelógio. 17 quilómetros, não é inteiramente plano, mas também não é uma escalada. Zero surpresas aqui.

Carlet - Alginet (17 km)

Etapa 3 — O Alto de Tibi é, para a Vuelta Valenciana, como aquele tasco ao pé de casa onde passam lá a vida, mas nunca é o sítio mais importante para a corrida. Este ano, tem algum protagonismo: uma subida de 7.5km a 5%, que deve partir o pelotão antes de nova subida e uma descida longa até à meta. Será que Mads aguenta?

Orihuela - San Vicente del Raspeig (158 km)

Etapa 4 — Uma etapa desenhada para romper pernas. Aliás, estão aqui as quatro subidas mais inclinadas desta Volta. Aquecem logo com o Alto Miserat (5.4km a 9.7%), subida que decidiu a GC para McNulty em 2024. Perto do final, duas subidas diabólicas no Puig de la Llorença (2.3km a 9.3%) e o pequeno Muro del Pou (250m a 9.6%).
Em qual delas Remco arranca sozinho, pega na Geral e leva-a para casa? É só escolher o quilómetro.

La Nucía - Teulada (172 km)

Etapa 5 — Há dificuldades a quase 50km da meta (e última chance para uns pontos da montanha). De resto, tudo pronto para o sprint final.

Bétera - Valencia (95 km)

Shortlist falso plano

1200:

  • Remco Evenepoel — Três provas este ano, três vitórias. Um bom TT e uma etapa 4 à medida. É Remco e mais oito.
  • João Almeida — 2.º à Geral do ano passado, apenas atrás de Buitrago. Vai pontuar bem, claro, mas isto é João a aquecer os motores para o resto da época.
  • Mads Pedersen — A questão para um milhão de pesetas: temos Mads GC? Se vencer a primeira e não descolar na etapa 3, está pago.

1000:

  • Biniam Girmay — Com a maioria dos sprinters na Étoile de Bessèges, está aqui uma boa hipótese para Bini mostrar que é o homem mais rápido em prova. Mas a este preço? Só se tiverem fezada que ganha a primeira e anda de amarelo no TT.
  • Antonio Tiberi* — A Bahrain foi feliz em 2025 com a vitória de Santi Buitrago. Este ano, é Tiberi a opção para a Geral. Baixa % de escolhas, bom na montanha, ok no contrarrelógio e já tem um pódio este ano. Para os corajosos.

800:

  • Brandon McNulty — Vencedor de 2024 e escudeiro de Almeida. Bom em tudo, menos a puxar pelotão.
  • Giulio Pellizzari* — Talvez gostasse de um pouco mais de montanha. A este preço e com Remco na equipa, nem pensar.
  • Aleksandr Vlasov — O mesmo. 2022 ficou lá atrás.

600:

  • Mathias Vacek* — Às vezes é fácil esquecer que Vacek só tem 23 anos. É a força do hábito de quem o viu a dominar pelotões em 2024. Conta para a juventude e dá pontos no contrarrelógio. Talvez arrisque.
  • Ivan Romeo* — Venceu etapa o ano passado e esteve na "melhor equipa". Não era a este preço, claro. Com este percurso, e dentro de uma Movistar com muitos galos para o mesmo poleiro (Romeo, Cian, Castrillo), acho que é o mais completo da equipa.

400:

  • Cian Uijtdebroeks* — Vindo das abelhas, ele vem zangão.
  • Damiano Caruso — O renascimento de Caruso em 2025 dá esperança. Mas ele gosta mais do fim da época. Agora é uma excursão a Espanha.
  • Magnus Cort — Nestas pequenas corridas, ele gosta de dar um bigode.
  • Ben Turner — Um terço dos jogadores vão levar. Boa sorte com isso.

200:

  • Arne Marit — Sprinter da Red Bull, já venceu este ano em Espanha (Trofeo Palma).
  • Matevž Govekar — Com a qualidade dos homens rápidos na lista, até o Govekar parece obrigatório.
  • Johannes Kulset* — Ele tem sido mais de clássicas, mas a este preço é uma boa opção para os dias mais duros da prova.
  • Steff Cras — Corrida de estreia na Soudal, e com uma equipa que não traz muito melhor. Energia low-cost.
  • Riley Sheehan — Para quem acha que Girmay está fora de moda.
  • Clément Alleno — Tive uma visão. Ele vai para a camisola da montanha.
  • César Macías* — Sprinter jovem da Burgos com dois pódios no Avenir '25.
  • Pau Martí* — Quem vence em Fafe, vence em qualquer lugar do mundo.
  • Os irmãos Van der Tuuk — Danny e Axel, o duo da Euskatel. Um é holandês, o outro do Mónaco. Não é para levarem, apenas achei fixe.
  • Nelson Oliveira — Pontos patrióticos no contrarrelógio.
  • Michele Gazzoli — Se ficares sem gasolina na equipa, mete este.

* = conta para a camisola da juventude

Código da liga falso plano: FALSOPLANO
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