Cycling Fantasy — Baloise Belgium Tour
É sempre a mesma coisa. Os Baloise são os mesmos.
A vida é como um Baloise: anda para a frente, para trás, é uma chatice quando é plana. Azar o nosso, que aqui há muito disso.
À partida, este é um percurso ideal para os sprinters mostrarem as suas credenciais e que justificam ser bem pagos para andar muito rápido durante 50 metros (se forem o Gaviria, 350 metros). À chegada é que pode não ser bem assim.
Cinco dias com chegadas, em teoria, de pelotão compacto mas bem feitinhas para um ataque final surpresa, à moda da Bélgica. Eu sempre preferi escorregas.
Análise ao percurso:
Etapa 1 — Circuito na mítica localidade de Scherpenheuvel-Zichem para abrir as hostes. Com alguns micro-paredões que vão custar nas pernas dos mais rápidos, o pelotão vai ter de ficar em sentido. Dêem 300 metros a um late attack e depois vão chorar para o Baloise.

Etapa 2 — Aqui não há como enganar. Tudo ao molho e fé em Merlier.

Etapa 3 — Mas um circuito a passar pelo Côte de Hermanne (não confundir com o coto do Herman). A etapa que, em princípio, decidirá a Geral da prova. Façam as equipas a contar com isso.

Etapa 4 — Se isto não dá sprint, eu mudo de nome para Frits Biesterbos.

Etapa 5 — Chegada com algumas manhas, é uma mini-clássica para quem tem ponta final rápida. Vão que é vossa.

Shortlist falso plano
1000:
- Jasper Philipsen — Vem de uma vitória e não costuma falhar os picos de forma. Além disso, gosta deste terreno e é o mais classicómano dos homens rápidos. Difícil deixar de fora.
- Biniam Girmay — A época não está a ser estrondosa e a versatilidade já não é a de outros tempos. A deixar algum dos 4 homens mais caros (e mais rápidos) de fora, é este.
800:
- Olav Kooij — Regressou à competição em grande estilo, com 2 vitórias em 2 sprints. Aqui a concorrência é outra, mas se quer ir ao Tour tem de mostrar que pode vencer da cara dos melhores do mundo. Não devo arriscar não o levar.
- Tim Merlier — É o mais rápido, há pelo menos 2 sprints, não tem nada que pensar.
600:
- Alex Aranburu — Gosta do terreno acidentado e tem boa ponta final, mas os últimos resultados não impressionam e não dá para levar todos, pelo que devo deixar o grande Aranburu no banco desta vez.
- Jonas Abrahamsen — É assim, pode pontuar zero. Mas naquelas etapas rompe pernas também se pode ir embora e ganhar a solo, levando a etapa e a geral.
- Søren Wærenskjold — Já por aqui fez pódio em duas ocasiões. Pode disputar as etapas ao sprint, embora seja difícil levá-las de vencidas dada a concorrência, e ainda pode resistir em alguns dos outros dias. Vou arranjar espaço.
400:
- Mila Fretin — É rápido e é barato. Talvez leve, mas estou um bocado na mood de levar só os sprinters mais rápidos e deixar o resto do orçamento e dos lugares para um dos 17 ciclistas que pode ganhar esta prova.
- Tibor del Grosso — Tipo, sei lá, este. Tibor é um perigo à solta nestes terrenos e quando não estiver a tomar conta de Philipsen vai procurar a sua glória.
- Lukáš Kubiš — Uma época um pouco aquém e um Giro passado a lançar Groenewegen. Chega finalmente de novo a uma corrida com aspirações e dada a sua versatilidade pode surpreender na classificação geral final. Se levo? Ainda não decidi, mas tenho vontade.
- Jakob Söderqvist — É o mesmo que o Abrahamsen. Estas dificuldades não o assustam, não tem medo de se lançar ao ataque e é um rolador exímio. Perigo à solta.
- Rick Pluimers — É versátil e tem boa ponta final. Duas características fundamentais para se bater bem nesta prova.
- Steffen de Schuyteneer* — Gosto muito dele e estou curioso de ver até onde resiste e que luta pode dar aos pesos pesados nas chegadas em pelotão compacto. Nota ainda para ser um dos poucos ciclistas a contar para a juventude, o que pode valer uns pontos extra bem interessantes.
200:
- Lewis Askey/Riley Sheehan — Têm Bini para as chegadas rápidas mas nos dias acidentados deverão ser eles a liderar a equipa. Dois ciclistas muito perigosos. Tenho vontade de levar os dois e quando assim é normalmente não levo nenhum.
- Jenno Berckmoes — Está em forma e adora este tipo de corridas.
- Florian Vermeersch — Está sempre em forma e adoro todo o tipo de corridas. Dá-me sempre calafrios não o levar, mas ainda não decidi. Esta prova é tão tipicamente belga, que dor de cabeça, há tanta gente que pode ganhar.
- Tom Crabbe* — Enquanto este menino for 200 levo sempre.
- Arvid de Kleijn — Um regresso relativamente promissor, o que me deixa feliz por ele, mas ainda não o suficiente para o levar.
- Toon Aerts — O meu joker para esta prova, está a andar muito e adora estes terrenos.
- Antoine L'Hote* — Provavelmente o maior favorito a levar a juventude no final. Já provou que é ousado, não tem medo de tentar e, quando assim é, pode ser o 8 ou 80.
- Héctor Álvarez — O outro grande favorito à conquista da juventude. Se se isola, sigurem-no.
- Rasmus Tiller — Nestes terrenos não podia não o mencionar mas com tanta truta na equipa acho que passará mais tempo a trabalhar que a procurar o seu resultado.
- Frits Biesterbos — Já não é (só) um meme, está um ciclista a sério e eu estou genuinamente a pensar levá-lo.
*Conta para a classificação da Juventude.
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