Cycling Fantasy — Bretagne Classic - CIC
Para o Fantasy? Demasiado dura para uns, demasiado rápida para outros e perfeita para estragar previsões. Plouay a ser Plouay.
Análise ao percurso: ver Antevisão — Bretagne Classic - CIC.
A Bretagne Classic vem mais curta, mas decidiu compensar na maldade: 228,3 km e cerca de 3.000 metros de desnível. Para o Fantasy? Demasiado dura para uns, demasiado rápida para outros e perfeita para estragar previsões. Plouay a ser Plouay.
Shortlist falso plano
1000:
- Jasper Philipsen — Jasper Disaster who? Foi um senhor no recente Renewi Tour aka Campeonato Mundial de Sprint 2026. Venceu três etapas e a geral, numa demonstração de velocidade e resistência sublime. Estive hesitante, mas agora sou obrigado a levar.
- Paul Magnier — As vitórias na Cyclassics e no Deutschland Tour são um indício do que aí vem. O miúdo está a top e chega a Plouay cheio de confiança num percurso que lhe assenta bem. Portanto, é o chamado Magnier e mais 8.
800:
- Mauro Schmid — Super época do suíço. Tem tudo para gostar desta Bretagne: duro, rápido e com espaço para atacar. Posso pedir saldo extra, senhores da app?
- Mathias Vacek — Muito discreto em quase todo o Deutschland Tour, mas este é outro tipo de corrida e o perfil encaixa muito melhor. Vai ter pouca percentagem, mas isso até pode ser diferenciador.
600:
- Laurence Pithie — Este era de caras até ter caído no Renewi Tour que o levou a um DNF. Sou suspeito, mas não gosto nada de levar ciclistas com mazelas ou a recuperar delas.
- Milan Fretin — Um dos sprinters que até passa bem dificuldades, mas há limites…
- Pavel Bittner — É um dos sprinters mais resistentes do pelotão, mas tem dois graves handicaps para caber numa equipa fantasy: uma equipa desastrosa e um preço demasiado inflacionado ainda pelos resultados das épocas anteriores.
- Jan Christen — Isto da UAE levar três ou quatro possíveis vencedores é uma chatice para o Fantasy. Venceu a etapa mais difícil da Volta à Polónia, mas também não sei se aqui haverá dureza suficiente para ele fazer estragos significativos.
- Alex Baudin — Enésimo francês com possibilidades de partir a corrida toda. Ainda por cima este é de uma das equipas especialistas em ataques furtivos.
400:
- Jernno Berckmoes — Segundo no Renewi Tour, atrás de Philipsen, depois de andar a discutir a geral até ao último dia. Está num momento demasiado bom para ser tratado como outsider.
- António Morgado — Não é o principal favorito, mas o Morgadão começar a distribuir ataques, já sabemos que o domingo ficou automaticamente mais interessante.
- Rick Pluimers — Sexto no ano passado, no mesmo grupo que De Lie, Kooij, Magnier e Girmay. Se a corrida voltar a chegar num grupo grande, já sabemos que está como peixe na água.
- Louis Barré — Quem apostar numa vitória de classicomanos/puncheurs é obrigado a levar o homem da Visma. Vem de ganhar uma etapa da Volta à Polónia e terminou quarto na geral.
- Paul Lapeira — O novo circuito final parece feito à medida para o francês que gosta de transformar uma chegada rápida numa prova dinamitada. Vai atacar vezes sem conta e é um dos favoritos caso o final seja mais seletivo.
- Tibor del Grosso — Continua meio morno. Em condições normais era um dos meus obrigatórios, mas desconfio que vai ficar na sombra de um super Philipsen.
- Michael Matthews — Aos 35 anos continua a aparecer nestas listas como aquele senhor que toda a gente dá como acabado e que depois acaba por lhes estragar a festa.
- Lukáš Kubiš — Que querem que vos diga? O último resultado não ajuda, mas recuso-me a abandonar o fetiche depois de uma corrida. Isto já é uma questão de princípios.
- Marc Hirschi — Oitavo em San Sebastián há menos de um mês, tem em Plouay o tipo de corrida para aparecer o bom velho Hirschi.
- Thibaud Gruel — Ganhou a Route d’Occitanie e continua a mostrar uma velocidade pouco habitual para alguém que também gosta de corridas duras. Um dos melhores franceses a levar numa Bretanha sempre louca.
- Jake Stewart — Já lá vai uns tempos que me saiu do radar, mas tem aqui uma prova que lhe encaixa (encaixava?) bem: dura, caótica e final para homens rápidos. Podem vê-la como uma pick para quem gosta de complicar.
- Quinten Hermans — Não o levei na prova mais recente, mas apanhei um susto quando esteve muito perto de liderar a geral. O homem da Q36.5 é um dos mais experientes e usa isso da melhor forma para atacar a corrida de forma cirúrgica.
200:
- Noah Hobbs — Há um ano confesso que lancei água fria sobre a hype que começou a gerar, mas o rookie tem dado provas da sua velocidade. A questão é que até Plouay há 3000 metros de altitude para ultrapassar.
- Natnael Tesfazion — Levo, claro. Perfeito para corridas explosivas e bem competente em sprints algo seletivos. Ano inteiro a sacar bons resultados em percursos semelhantes e aqui vai voltar a picar o ponto.
- Noa Isidore — Um dos franceses que pode beneficiar da dureza da prova. Quanto mais a for enrijecida, mais perigoso o miúdo da Decathlon será. Não sei se lhe posso chamar um joker, mas vai fazer a diferença.
- Alessandro Borgo — Não pensaram nele, pois não? Nem eu… até há uns dias atrás. Um 3º e um 5º lugar no Renewi fizeram soar as campainhas e agora não há como tirá-lo da shortlist da Bretagne.
- Benoît Cosnefroy — Já venceu aqui e tem o perfil certo para repetir. Leva o dorsal 1 da equipa, mas este é o currículo recente: DNF na San Sebastián, DNF na Polónia e foi 67.º em Hamburgo.
- Antoine L’Hote — Mais uma lança da Decathlon. Já vai longe a primavera onde impressionou, mas se quiserem um duzentinhos fora da caixa, é este.
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