Cycling Fantasy — Copenhagen Sprint

Nada está podre no Reino da Dinamarca. Ser (rápido) ou não ser.

Cycling Fantasy — Copenhagen Sprint
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Análise ao percurso: ver Antevisão — Copenhagen Sprint.

Olá, espero que estejam daqui. Daqui o autor deste texto. Vinha só dizer que sim, concordo, tendo a concordar, isto é, também considero que os povos nórdicos podem ser ligeiramente snobes, podem ser vagamente distantes, podem ser razoavelmente loucos quando decidem que estão menos 15 graus e por isso giro giro era ir a uma sauna e depois dar um mergulho no mar gelado, podem ser excessivamente bonitos, podem isso, mas quem é que se lembrou de criar uma nova prova World Tour para os sprinters, espécie cada vez em risco de extinção, quem foi? Pois. Então antes de virem com sete pedras na mão, antes de dizerem isto e aquilo e que os sprints não são entretenimento e essas barbaridades do costume, lembrem-se de quem é que deu a vida pelos sprinters. Um abraço.

Shortlist falso plano

1200:

  • Jonathan Milan — Ufa, o Magnier não vem, respira, miúdo. Será que volta a perder para um Soudal? Fecha os olhos e imagina o Coliseu. Com força, fecha lá.

1000:

  • Jasper Philipsen — Long time no see, Jasper. O último registo é um DNF em Roubaix. Antes disso tinha sido oitavo na Scheldeprijs. A última imagem de Philipsen não encanta, de facto, mas às vezes é assim que ele nos dá a volta.

800:

  • Tim Merlier — Este é, inegavelmente, a melhor lista de partida que Merlier vai apanhar esta temporada. O que não lhe retira a condição de favorito número um, a meu ver. Mas aquele circuito urbano final em Copenhaga pode ser um desafio para o belga; felizmente vem bem acompanhado.
  • Tobias Lund Andresen — A participação no Giro tem de ser vista como uma desilusão para o dinamarquês, algo que reforça a ideia de que Lund sempre foi um rapaz mais dado às clássicas. E esta passa praticamente à porta da casa dos seus pais.

600:

  • Dylan Groenewegen — A sede que traz do Giro dará, com toda a certeza, para um encher um poço. E já sabemos, embora a vitória tenha escapado, se há coisa que os Rockets fizeram bem em Itália foi mostrar força nas carruagens do seu comboio.
  • Jordi Meeus — Venceu o ano passado, traz Marit, Mick Van Dijke e Danny van Poppel, ou seja, é um lógico candidato. No entanto, também é evidente que com Merlier, Milan e Groenewegen presentes, tem de ser considerado num nível abaixo dos mencionados. Esperem a Red Bull a querer armadilhar a última volta do circuito final para equilibrar as forças.
  • Paul Penhoët — Eis outro senhor que o melhor que tem a fazer é fechar os olhos e imaginar o Coliseu de Roma.
  • Søren Wærenskjold Se o deixam chegar bem posicionado à recta da meta é um incontornável candidato a top-5.
  • Ben Turner — Não me parece o sprint que mais se encaixa nas suas características, mas a outra opção dentro da equipa é o Welsford.
  • Emilien Jeannière — Por entre os pingos da chuva, por entre as quedas e os posicionamentos mal medidos, o francês, em 2025, foi aqui pódio. Acho difícil repetir a façanha, mas fica a nota.

400:

  • Matteo Moschetti — O ano passado não conseguiu estar no pelotão de 40 corredores que disputaram o sprint. Este ano vai voltar a tentar, não sei se o caos das avenidas não será demasiado para si, mas lá está, capaz de ser mais safe do que Sam Bennett.
  • Milan Fretin Mais um que ficou cortado na queda massiva que separou as águas na última volta da primeira edição desta corrida. Foi terceiro e segundo na Hesites Pijl e na Clássica de Bruxelas, respectivamente.
  • Matteo Malucelli Não vou mentir: esperava uma temporada bastante melhor. E é mais um que pode ser demasiado duro de rins para as voltas e voltinhas do circuito.
  • Juan Sebastián Molano Se os rumores que dizem são reais (saída para a Lotto) então o mais provável é mandar De Lie ao chão. Difícil de confiar. No entanto, tem Julius Johansen, Mikkel Bjerg e Rui Oliveira ao seu lado.
  • Anders Foldager A forma é uma loucura. No entanto, este é um sprint talvez demasiado puro para as suas características que pedem alguma dureza. Acrescenta-se a isto o facto de ter Pascal Ackermann dentro da equipa.
  • Madis Mikhels Belo giro fez o estoniano. Mas na EF, só Deus sabe, é o típico pim-pam-pum-cada-sprint-mata-um.
  • Giovanni Lonardi — É um daqueles que pode ser quinto ou pode ser centésimo.

200:

  • Noah Hobbs — Alguém falou da EF?
  • Daniel Skerl Com a força de Eulálio, toda a gente na Bahrain pode vencer.
  • Matteo Milan Irmão mais novo lança o irmão e pia fininho.
  • Frits Biesterbos Se há alguém capaz de bater Merlier…
  • Arvid De Kleijn Está em final de contrato e dizem os passarinhos que a Tudor vai encher o saco de sprinters, por isso, é agora ou nunca.
  • Alexander Salby Claro que a correr pela selecção dinamarquesa não tem o mesmo encanto do que com o equipamento vermelho da Li Ning Star pelas planícies verdejantes do Tour de Hainan. Mas Salby nunca deixa de ser Salby.
  • Manuel Peñalver Perito a estragar os sprints a Lonardi.

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