Cycling Fantasy — Circuit Franco-Belge

Em época de Santos, é descer, subir e levantar.

Cycling Fantasy — Circuit Franco-Belge

Análise ao percurso: Nova edição, mas mantém-se o bom velho circuito com o Trieu (1,2 km @ 7,2%) a voltar a ser o juiz do dia.

No menu há ainda duas outras subidas em cada passagem: Col du Hortilin (1,3 km a 4,5%), mais rolante do que seletiva, e o Kluisberg (1 km @ 6,3%), curto, mas suficiente para irritar pernas já cansadas. Um traçado exigente, naquela toada que “nem mata nem deixa relaxar”, perfeito para o clássico thriller entre fuga, ataques e sprint reduzido.

Franco - Belga (196 km)

Shortlist falso plano

800:

  • Paul Magnier — Principal favorito no papel, chega embalado por um Giro onde ganhou etapas e a Maglia Ciclamino. A pergunta não é se tem pernas, é se ainda tem bateria.
  • Arnaud De Lie — Uma das vitórias mais espetaculares do ano tem a assinatura do "Touro". Por isso, nem quero ouvir falar das 30 vezes que flopou antes disso. É este e mais oito.

600:

  • Mathew Brennan — É como pedir ao selecionador para não convocar CR7. A forma pode não convencer ninguém, mas os prodígios levam-se sempre.
  • Jonas Abrahamsen — A odd em como vai tentar vencer isto com uma fuga a 50 km é de 1,10 euros. O problema é a odd de 25 em como vai resultar. 
  • Alex Aranburu —  Começou a época a voar e a Cofidis precisa de pontos como de pão para a boca. Portanto, é só juntar a fome e a vontade de comer para encaixá-lo entre os vossos nove.
  • Corbin Strong —  Nome grande nestas chegadas em falso plano. Apesar de já ter ganho aqui, é um dos que vêm do Giro, e receio que esses sejam ativos tóxicos.

400:

  • Anders Foldager — Entreguem a cidadania belga ao homem. Depois do que tem andado nestas semanas pela Valónia e Bruxelas, já é mais do que merecido. Menos de top-5 é derrota.
  • Clément Venturini — É um clássico nestas clássicas. Grande forma como se comprova pela barrigada de top-10 acumulados no mês de maio.
  • Axel Zingle — Plano B da Visma, mas se lhe derem espaço é rapaz para acabar entre os primeiros. Talvez leve.
  • Rasmus Tiller — Se tivesse sido o norueguês a desenhar o percurso, suspeito que ele não o teria feito de forma diferente.
  • Alexandre Delettre – Anda a “cozinhar” um bom resultado. Um bom joker.
  • Jenno Berckmoes — Plano D da Lotto. Porque os planos A, B e C são o de Lie. Um desperdício.
  • Marijn van den Berg — Se o nome já tem Berg, então é como estar escrito nas estrelas.

200:

  • Toon Aerts — Do ciclocrosse para as clássicas. Motor não lhe falta, mas vestir o mesmo jersey que o super candidato Arnaud de Lie pode ser um handicap para resultados relevantes.
  • Noah Hobbs — Continua a evoluir, só não sei é bem para o quê.
  • Riley Sheehan — Foldager 2.0. Adora estes terrenos e a prova disso é a vitória de há alguns dias num terreno tirado a papel químico deste circuito franco-belga.
  • Eduard Prades — Esteve em bom plano no GP Beiras e Serra da Estrela. Será um sinal para a Bélgica ou estou a confundir a estrada da Beira com a beira da estrada?
  • Axel Huens – Mesmo sem o hype de outros, conto com ele entre os 15 primeiros.
  • Aimé De Gendt — Se aparece na transmissão é porque está na fuga. Se não está na fuga, foi dinheiro deitado ao lixo.
  • Lander Loockx — Um pouco como Toon Aerts. Nascido e criado no caos do CX, está como um peixe na água por estas estradas.
  • Ivan Cobo — Vão ler o texto do Eduard Prades.
  • Clément Izquierdo — Estava na minha shortlist para a Boucles de la Mayenne e acabei por  não levar. Não cometo duas vezes o mesmo erro.
  • Matys Grisel — Já vou em quantos Lotto? Este vem com a moral em alta depois de uma vitória há poucos dias.
  • Andrea Racagni Noviero – Vai crescendo na sombra de Magnier, mas os dois top-10 no último Giro mostram que tem sabido aproveitar as suas oportunidades.

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