Cycling Fantasy — Presidential Cycling Tour of Turkiye
Quando pensam que não dá sprint é quando estão enganados.
Análise ao percurso: Uma corrida que costuma servir de consolo para ciclistas em fase final de carreira poderem triunfar. O ano passado saiu a "sorte" ao veterano Wout Poels que venceu esta prova de maneira categórica. Quem sabe não terá sido esta competição a dar-lhe um novo contrato, desta vez na Unibet.
Mas falemos do percurso e de fantasy, há uma regra que se aplica sempre aqui: dificuldades antes da meta? Vai dar sprint. A primeira etapa é maioritariamente plana pelo que até os Dehairs desta vida a vão poder disputar. De resto todas as outras etapas que não terminam em chegada em alto vão ser também para os sprinters, contudo nem todos as vão conseguir disputar. A dificuldade estará em descobrir quais são os que melhor se adequam a cada etapa.
Para a geral há um candidato óbvio, Jordan Jegat que tem tudo para levar não só a geral final como ambas as chegadas em alto. No entanto, convém levar mais alguém para a classificação final, e aí vamos ter uma boa luta. Destacam-se Abel Balderstone (bom Gran Camiño), Alexander Vinokourov (época de evolução) e o terceiro classificado do ano passado Juan Guillermo Martinez. Claro que a lista não se resume só a esses, ora vejam:

Shortlist falso plano
600:
- Giovanni Lonardi — O único desta categoria, que aqui é a mais elevada. Diz bem da qualidade da startlist aqui presente. Lonardi faz jus a este estatuto de ciclista mais caro, ao ter um excelente histórico aqui. Ano passado ganhou a camisola dos pontos e pontuou em todas as chegadas ao sprint. É um velocista que embora não seja dos mais rápidos é extremamente regular e passa bem as dificuldades aqui presentes.
400:
- Jordan Jegat — Foi décimo no Tour e já bateu Riccitello numa chegada em alto esta época. De longe o melhor trepador aqui presente, todos o devem levar.
- Stanislaw Aniolkowski - A Cofidis parte com menos 1 elemento e não tem grandes nomes para lhe fazerem o lançamento. Mesmo assim, de todos os sprinters aqui presentes, é que o que tem melhores resultados ultimamente.
- Casper van Uden — Prometeu muito antes de chegar ao World Tour e a verdade é que ainda não cumpriu nem sabemos se alguma vez o irá fazer. O ano passado teve um desempenho modesto aqui e depois foi vencer uma etapa no Giro. É um risco não o levar, pois é dos que tem mais nome e a Picnic com Flynn e De Jong leva um comboio interessante, algo bem necessário para Van Uden, pois é daqueles sprinters que quase que tem de ser levado ao colo.
- Fernando Gaviria — Estamos em 2026 e Gaviria pode vencer não só uma como várias etapas ao sprint numa competição. Sim, diz muito da qualidade aqui presente, mas a verdade é que a notícia da Caja Rural participar no Tour parece ter dado uma motivação extra ao colombiano que já esteve perto de vencer esta temporada.
- Davide Ballerini — A Astana tinha programada a presença de Kanter que saiu à última hora. Ballerini acaba por ser a opção de recurso, não é um sprinter puro, passa bem algumas dificuldades, o que acaba por ser bastante bom para esta prova. Mas não é um ciclista tão habituado a sprintar, no entanto, mesmo na época passada já conseguiu obter alguns bons resultados frente a concorrência superior à aqui presente.
- Henok Mulubrhan — A presença de Ballerini acaba por ser um pouco prejudicial para o eritreu. As chegadas em alto parecem-me ser demasiado duras para as suas características pelo que a brilhar será "apenas" nas etapas de média montanha. Em termos de velocidade perde para Ballerini e Gonov na minha opinião, mas mesmo assim poderá ainda ficar entre os primeiros algumas vezes e é um forte candidato à última etapa que termina em punch.
200:
- Nicolas Vinokourov — Está a ter uma progressão notável esta época. Apesar de não ter ganho foi o mais forte nas montanhas em Hainan e já antes tinha feito uma boa prestação quer no Paris-Nice quer no Saudi Tour. Resta saber se as altas pendentes aqui não podem ser demais para ele.
- Simon Dehairs — Esteve na best team do ano passado ao ganhar a etapa inaugural. A levaram é na mesma ótica, pois nas restantes não vai aguentar as inclinações.
- Henri Uhlig — Onde não houver Dehairs há Uhlig, vai ter o mesmo papel que Del Grosso teve aqui a época passada, isto é, disputar os sprints seletivos. Já venceu esta temporada em Bessèges, onde bateu Lukas Kubis.
- Juan Guillermo Martinez — Terceiro classificado a época passada, tem feito uma temporada discreta tirando no Algarve onde fez top 20 nas duas chegadas em alto. Estas são mais ao seu jeito, mas paira um pouco a dúvida se aquilo que fez o ano passado não foi um one hit wonder.
- Abel Balderstone — 4º classificado do ano passado, 13º na Vuelta e esta época 4º no Gran Camiño. É dos nomes mais sólidos na teoria para fazer frente a Jegat embora ainda seja um pouco inconsistente, porém tem tudo para fazer um resultado melhor que o do ano passado.
- José Felix Parra — 6º no Gran Camiño e numa das subidas (a mais dura), até fez melhor que Balderstone. Já fez 7.º lugar na Grandíssima.
- Marc Brustenga — Ganhou a clássica de Vitré em França após desclassificação de Gautherat. Não é um ciclista muito ganhador, mas é regular.
- Tom Crabbe — O nosso caranguejo preferido, já leva duas vitórias esta temporada, tem aqui uma boa oportunidade para aumentar a contagem e provar que o hype é real.
- Jason Tesson — Também já venceu esta temporada frente ao lançador de Lund Andresen, Gudmestad. É um bom nome, a Total traz aqui um bloco bem sólido e não me admirava nada de o ver a vencer.
- Sylvain Moniquet — Época fraca até ao momento mas é dos trepadores com mais nome.
- Emanuel Buchmann — Se Moniquet tem nome então Buchmann nem se fala. Já fez o lugar de Landa no Tour, tem estado muito mas muito discreto. Wout Poels também estava discreto e ganhou aqui, pelo que poderá ser uma boa inspiração para Buchmann se reencontrar.
- Byron Munton — O ex-Feirense tem feito uma época surpreendentemente boa, inclusive em corridas World Tour como o UAE Tour. Candidato a disputar o pódio.
- Alessandro Fancellu — O melhor trepador da MBH, Fancellu é um ex-Ukyo e já vimos recentemente o quão bons os corredores dessa equipa conseguem ser. Vem de uma boa Volta a Hainan onde faltava dureza para as suas características. Essa dureza aqui existe.
- Lev Gonov — Ganhou a chegada a Marmaris o ano passado, por norma é lançador, mas poderá ter liberdade.
- Sebastian Berwick — Andou muito bem em Omã e na Milano Torino, mas depois desapareceu. Muito irregular, mas se tiver reencontrado a forma cuidado com ele.
- Riley Pickrell — Fez uns top 10s no UAE Tour ao sprint frente a concorrência de maior nível. Seguindo esta lógica, esses top 10s podem se transformar em pódios aqui.
- Ahmet Akpinar — Corre na equipa da Konya, por isso, pode fazer um resultado bem apertado.
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