Antevisão — Grand Prix Cycliste de Québec

Québec to the Future.

Antevisão — Grand Prix Cycliste de Québec
Grand Prix Cycliste de Québec

Introdução

O Grand Prix Cycliste de Québec teve a sua primeira edição apenas em 2010, mas mesmo assim, o palmarés já tem nomes como Gilbert, Sagan, Gerrans, Alaphilippe e Matthews, que é o recordista com três vitórias.

Este ano basta olhar para a startlist para perceber que podemos ter um Québec to the Future, pois muitos miúdos chegam ao Canadá já com argumentos para discutir a vitória.

Será que os miúdos vão conseguir vencer ou terão de regressar no futuro?

O percurso

Este ano Québec inovou completamente e altera de 18 para 20 o número de voltas a um percurso de 10.3km, e sejamos honestos, quem não adora correr sempre no mesmo sítio?

O ponto mais duro de cada volta aparece já perto do fim com Côte de la Montagne com cerca de 600 metros a 9% e rampas que chegam aos 13%. Não é um percurso para trepadores puros, nem um passeio para os sprinters.

Québec - Québec (205km)

O que esperar

Apesar do historial favorecer bastante os homens rápidos, este ano tenho algumas dúvidas que lhes façam a vida tão simples, mesmo tendo em conta que Pogačar tentou por três vezes e nunca conseguiu. Só que este ano temos muita gente interessada em partir a corrida com sucessivos ataques.

Por isso apesar de continuar a achar possível uma chegada de grupo reduzido, acredito um pouco mais numa corrida muito mexida num vencedor que se consiga antecipar.

Favoritos

Tom Pidcock — É o meu favorito, tanto pode ganhar a solo como se chegar num grupo que se consiga destacar tem velocidade para vencer.

Michael Matthews — Em nove participações só por uma vez ficou fora dos cinco primeiros. A época não tem sido famosa, mas se chegar um grupo mais alargado ninguém sabe como ganhar melhor que ele.

A não perder de vista

Isaac Del Toro — A corrida não é feita à medida dele, mas chega aqui em forma, com liberdade para correr de forma ofensiva e uma equipa forte para criar o cenário que lhe convém.

Remco Evenepoel — Basta um metro e vence a solo, é mais um dos nomes que vai querer a corrida bastante atacada.

Paul Seixas — Por falar em homens ofensivos, mais um que gosta de mexer com a corrida, e não tem medo de arriscar, contudo preferia mais dureza.

Jenno Berckmoes — Agora voltamos aos nomes para uma corrida mais tradicional, numa corrida dura mas que os homens rápidos também consigam chegar. Está em forma e com confiança depois de vencer uma etapa no Renewi Tour e fazer top-5 na Bretagne Classic.

Paul Lapeira — É rápido, aguenta bem estas subidas curtas e está em forma. O problema é que quando estou à espera de muito dele, ele costuma dar-me pouco.

Corbin Strong — Tem o perfil certo para esta corrida, já aqui fez pódio na edição que De Lie venceu, contudo vem de uma queda que o fez desistir na segunda etapa do Renewi Tour.

Jhonathan Narváez — A UAE tem muitas cartas ofensivas, sendo que para mim esta pode muito bem ser o ás de trunfo, pois a corrida assenta-lhe muito bem e tem velocidade para vencer num grupo reduzido.

Louis Barré — A época parecia perdida com alguns DNFs e a começar a temporada apenas em Maio, mas pelos vistos fez-lhe bem e já leva duas vitórias em etapa.

Apostas falso plano

Miguel Branco — Ganha o favorito: Guillermo Thomas Silva.

Miguel Pratas — A correr em casa tem de ser favorito. Paul Seixas.

Nuno Silva — Ex Pogačar Remco Evenepoel.

Vítor Ferreira — Esta é uma corrida para ser vencida pelo Oomen do leme.