Cycling Fantasy — Tour de France

Entre Tadeu, Jonas e Paulo, faz-se uma equipa; o resto deixo ao vosso critério.

Cycling Fantasy — Tour de France

Análise ao percurso: ver Antevisão — Tour de France.

Se este senhor não tiver 100% de escolhas, não sei o que andam a fazer. Foto: Cor Vos

Shortlist falso plano

1200:

  • Tadej Pogačar — Enfim, não vale a pena dizer muito. Só se acreditarem que ele abandona é que não o levam, ou então gostam de ser diferentes e não seguir a manada. Mas às vezes a manada está certa.
  • Jonas Vingegaard Mesma situação. Fortíssimo candidato ao segundo lugar, é difícil ver uma quebra enorme de Vingegaard em que compense não o ter.
  • Isaac del Toro* — Candidato ao pódio e à camisola da juventude. Apesar de ter Pogi na equipa, del Toro muito provavelmente não terá de trabalhar muito, o que dará espaço para que faça uma boa performance. O mexicano tem feito uma temporada bastante boa e já provou em 2025 que se adapta às três semanas.
  • Remco Evenepoel Algures perdido nas montanhas, Remco Evenepoel, inspirado por Pauline Ferrand-Prévot, chega a este Tour num estado nunca antes visto e torna-se o melhor trepador da competição. Não, sinceramente, não acredito que isto venha a acontecer e tenho sérias dúvidas na eficácia desta nova abordagem de Remco. Acredito que quebre em alguma etapa de montanha, quem sabe logo na 6.ª e mude os objetivos para algo que ele faz tão bem: ganhar etapas. E quem sabe ganhar a classificação da montanha, dependendo de quando ficar para trás. Ainda assim, as etapas iniciais são boas para ele. E logo aí pode dar bastantes pontos, ainda que possa flopar lá mais para a frente.
  • Florian Lipowitz O fator imprevisível é algo que não afeta o alemão. Super confiável, certamente fará uma prova regular e vai lutar pelo 3.º lugar do pódio. Ainda assim, já não conta para a juventude e, a 1200, não basta só acumular lugares no top 5. Porém, nome interessante a levar.
  • Juan Ayuso* - Se Lipo não é imprevisível, Ayuso é o oposto. Uma época com momentos de puro génio e de pura desilusão, marcada também por algumas quedas e contratempos físicos. O jovem talento espanhol mostrou-se a bom nível no ex-Dauphiné, apesar de dizer que ainda não estava a 100%. Por esta lógica, podemos esperar um Ayuso ainda mais forte, candidato ao pódio e à juventude. Têm é de ter coragem de o levar. Acredito que acaba no Top-5.

1000:

  • Jasper Philipsen — Candidato principal à vitória na classificação de pontos, Philipsen tem feito uma boa temporada em que demonstrou uma excelente capacidade de aguentar colinas. Nos sprints não tem estado tão forte, mas também não perdeu velocidade. Tem também Mathieu van der Poel como lançador, o que é um luxo, mas será que a 1000 é suficiente? Poderá ser, mas é sempre um risco levar velocistas caros, como vimos com Milan no Giro.
  • Tom Pidcock Pidcock diz que vem ao Tour para se divertir e não deixou de parte nenhuma possibilidade: GC, etapas, até montanha. Tudo é possível para o britânico. (Até ir para casa mais cedo.) Nós é que nos divertimos muito com estas declarações; no fantasy preferimos certezas e informações claras. Mas Pid pode dar muitos pontos e logo nas etapas iniciais.

800:

  • Paul Seixas* — Para mim é obrigatório. Tudo bem, caiu em França, mas diz que já está recuperado e tem tudo para pontuar muito. É a estreia numa Grande Volta. Se o querem deixar de lado, terá de ser nesta.
  • Tim Merlier O velocista mais rápido do pelotão. Ao contrário da época passada, este ano tem um bom bloco para o lançar, liderado por Jasper Stuyven, o homem por detrás do sucesso de Paul Magnier no Giro. A 800 não é excessivamente caro e até pode flopar numa etapa e compensar na mesma. Vejo muitas vantagens em ter Merlier: apesar de não ser um sprinter que aguenta tão bem colinas como Philipsen, é mais rápido, navega muito bem no pelotão e tem um bom leadout.
  • Tobias Halland Johannessen — Sexto no Tour do ano passado, Tobias esteve muito bem no antigo Dauphiné, onde começou mal, mas acabou muito forte. É um ciclista que traz alguma segurança, pois, mesmo que tenha alguns momentos maus, é capaz de se recuperar, graças a estar também numa equipa super engenhosa.

600:

(Alguns nomes interessantes, mas para compensarem têm de comer muita fruta.)

400:

  • Cian Uijtdebroeks* — Líder da Movistar, pode fazer top-10 na geral e conta ainda para a juventude. Depois de duas épocas marcadas por problemas físicos, a mudança para a Movistar está a ser positiva e pode fazer um bom Tour.
  • Ilan Van Wilder — Tanto pode ir para etapas como para a Geral. Vem de uma boa Volta à Suíça, terá liberdade dentro da equipa e é um ciclista que deposito confiança para ser uma das surpresas no top-10 final.
  • Valentin Paret-Peintre* — Venceu o Ventoux no ano passado. Forte candidato a etapas e à camisola da montanha, tem um bom punch apesar de ser super leve.
  • Luke Plapp No início da época, disse que queria ser voltista esta temporada. Teve alguns indicadores positivos no UAE Tour (corrida que adora) e na Romandia. Continua a ser um pouco irregular e imprevisível, mas é um bom nome a ter em conta.
  • Ion Izagirre Época de despedida, Ion corre sem pressão. E um Ion sem pressão é um super Ion, como temos visto ao longo da época. Boa aposta para etapas em fugas. Nunca tentou a montanha. Será que é este ano?
  • Max Kanter — Tem feito uma época extremamente regular com vários top-10 e top-5, com uma vitória no Paris-Nice lá pelo meio. A 400, não é propriamente caro. Uma boa opção para a tática de não levar um velocista caro.

200:

  • Sergio Higuita — Para mim, é o melhor desta categoria. Andou bem na Romandia e na Suíça, bom nome para fugas e até dar alguns pontos em etapas que chegam para os homens da Geral. Só espero que esteja mais ativo que em 2025.
  • Arvid de Kleijn — Começou a época tarde e ainda bem porque senão não estaria a este preço. Obrigado, Arvid. Assim já podemos levar um velocista baratucho.
  • Tobias Foss - A INEOS diz que vem para caçar etapas e isto pode dar liberdade a Foss, que vem de uma excelente Volta a Suíça. Para além disso, são candidatos ao crono por equipas e, logo aí, pode dar pontos. No crono individual também irá pontuar.
  • Emiel Verstrynge* — Uma das revelações da época. Ciclista super combativo e podemos vê-lo várias vezes em fuga, mesmo que as etapas que lhe assentam melhor sejam as que Mathieu van der Poel almeja.
  • Ramses Debruyne* Daqui a uns anos, ninguém sabe quem é o Kevin mas sim o Ramses. E não é o faraó. 13.º no ex-Dauphiné, é um bom nome para as fugas de montanha e vai ter toda a liberdade.
  • Yannis Voisard — A Tudor vem para etapas e talvez camisola da montanha. A principal carta é Storer, mas Voisard tem feito uma boa época e acredito que também tenha liberdade.
  • José Félix Parra Quem viu o nosso estimado programa de antevisão, sabe o quanto eu falei deste ciclista apesar de algum (bastante) ceticismo dos meus colegas. A verdade é que a Caja Rural vem para aparecer e tentar alguns bons resultados. Parra fez 9.º lugar no Dauphiné; vai estar super motivado porque não tem nada a perder e pode terminar dentro do top-15. Algo que não o exclui de ir para fugas, pelo contrário.
  • Sebastian Berwick Mesma lógica do seu colega Parra, Berwick tem feito a sua melhor temporada de sempre. É um bom trepador, capaz de se superar em subidas duras, como na Turquia, corrida que ganhou.
  • Clément Braz Afonso Vencedor da montanha no antigo Dauphiné, acredito que vá para fugas cedo e que envergue a camisola da montanha até os tubarões a tomarem.
  • Chris Harper Bom trepador que sabe o que é ganhar etapas de montanha em fuga. Poderá estar algo tapado por Pidcock consoante as ambições do britânico.
  • Frits Biesterbos* Ciclista protegido falso plano. Vai lançar Bittner, mas nesta Picnic tudo é possível.

* Conta para a classificação da Juventude.

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